Sep 29

Prezados(as),

Boa noite !!

No último dia 19, a partir das 08 horas, demos início a mais um MUTIRÃO DE LIMPEZA DE PRAIA, data em que se comemora o Clean Up The World em todos os continentes do planeta.

Aqui na ilha, não poderia ser diferente.

Reunimos em nossa localidade, mais de 120 pessoas, entre ambientalistas, adolescentes, crianças, nativos e pessoas do bem compromissadas com a questão: MEIO AMBIENTE / NATUREZA.

O espetáculo foi lindo….., começando pelo nosso Hino Nacional, escutado e entoado pelos presentes. Energias positivas fluíram, lixos foram retirados das nossas praia e restinga….crianças da comunidade local declamaram e cantaram em prol da vida, ao som de Toquinho (Herdeiros do Futuro). Não houve espaço para tristeza, muito menos para  “intricas e futricas”. O compromisso de todos era único: O MUTIRÃO !!

O processo educacional de conscientização de jovens e nativos da Ilha, está se consolidando a cada dia. Trata-se de um caminho sem volta….

O lado triste, mais uma vez, ficou por conta do Poder Público Municipal que, apesar de cientificado com mais de dois meses de antecedência por e-mail (nas pessoas do Prefeito de Vera Cruz, Secretário de Obras e da pasta da Educação), inclusive com documento protocolizado na Prefeitura de Vera Cruz, fez letra morta e vista grossa para uma ação tão bela e positiva para a nossa Ilha. A além de não participar das atividades sociais, não enviou um representante sequer. Nos resta lamentar, comentar, divulgar o descaso e, claro, esperarmos o momento certo para darmos a resposta certa.

Parabéns, participantes do Mutirão; parabéns a todos aqueles que, de certa forma, incentivaram e estiveram presentes conosco, seja no ato da limpeza, seja no preparo dos alimentos para toda a turma, seja patrocinando algum item, seja cumprindo o dever constitucional.

Ao final das atividades, foi servido um saboroso almoço aos presentes.

Parabéns aos nossos jovens (crianças e adolescentes) que deram uma lição de civilidade. NOSSAS ESPERANÇAS DE DIAS MELHORES, SÃO ELES !!

Agradecimentos especiais aos amigos de verdade que, como sempre, acreditam e valorizam nossas ações; à Comercial Coroa; à 5ª. CIPM, nas pessoas dos Comandantes e toda tropa; ao Judiciário Federal TRT/5; aos incentivadores Antônio, Keler, Luciano; aos ambientalistas do Canto Ecológico e do Global Garbage; a educadora Ana. A todos vcs que, de certa forma, respeitam e valorizam a vida.

Fraternalmente,

Baraúna

Grupo Ecológico Sementes do Viver

Ilha de Itaparica / Bahia / Brasil

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Jun 13
Caros amigos,

Segue, abaixo, matéria veiculada no jornal a tarde referente à criação do peixe beijupirá, cujo projeto ganancioso e especulativo, apenas do ponto de vista financeiro, querem estender para nossa Ilha, quando sabemos, após inúmeros estudos, que tudo isso afetará, sensivelmente, nosso eco-sistema.

Ambos, do meu ponto de vista, são nocivos ao que queremos e defendemos como verdadeiros ambientalistas (diferentemente de muitos que vivem a angariar fundos e mais fundos, como conhecemos alguns aqui na Ilha, travestidos de ambientalistas, mas que não são).

A bomba é crime e deve ser combatida com repressão, sim. Isso é ponto pacífico. A criação desse peixe carnívoro (bijupirá), que não compõe nosso eco-sistema, visa, apenas, ganhos reais e fortunas para aqueles que só enxergam $$$$$ (incluído, aí, PRINCIPALMENTE, políticos e empresários locais inescrupulosos).

Confesso que o impacto, de ambos (pesca com bombas e a criação desse peixe, como projeto financeiro e impensado do ponto de vista ecológico), é e será tão nocivo daqui  alguns poucos anos, que já não sei, ao certo, qual dos dois é (e será) o pior: SE A PESCA COM BOMBAS (CRIME ABOMINÁVEL) ou a CRIAÇÃO DO BIJUPIRÁ (??).

Precisamos estar atentos e vigilantes a essas ações nefastas, que, infelizmente, ainda contam com a participação e apoio de alguns que se dizem “ambientalistas”, mas não são. OLHOS ABERTOS PARA ESSES ENGANADORES.

Vejam a matéria abaixo!!

Fraternalmente,

Baraúna

Grupo Ecológico Sementes do Viver

Ilha de Itaparica / Bahia / Brasil

sjbf@atarde.com.br

(71)9932.2614

Pesca predatória com bombas afeta criação de bijupirás

A Tarde On Line

A pesca predatória com explosivo prejudicou o módulo familiar de cultivo do peixe Bijupirá, na Ribeira, projeto desenvolvido pela Bahia Pesca, empresa vinculada à Secretaria da Agricultura (Seagri), nesta terça-feira, 25. Segundo informações de moradores, cinco pessoas, divididas em quatro botes, começaram a lançar as bombas às 5h, prosseguindo até o meio dia, o que resultou na morte de diversos peixes.

Os problemas com a pesca predatória, por meio de bombas lançadas próximo ao módulo de criação da empresa, vêm ocorrendo com freqüência desde o Carnaval. A atividade, ainda não a estrutura física do equipamento, porém vêm matando as espécies do bijupirá.

O módulo conta com quatro tanques-rede povoados, inicialmente, com 600 alevinos, e que hoje estão pesando, em média, 800 quilos. Cada tanque tem a capacidade de produzir 1.155 quilos por ano. “Esse tipo de ação criminosa, prejudica o desenvolvimento do peixe e compromete um ano de pesquisas sobre a espécie”, afirma Gitonilson Tosta, biólogo da Bahia Pesca.

Crime – A pesca com explosivos é crime inafiançável, com pena que pode chegar a cinco anos de reclusão, segundo o artigo 35, inciso II, da lei federal 9.605/98, conhecida como Lei de Crimes Ambientais. Essa prática é considerada como uma das principais ameaças ao ecossistema da Baía de Todos os Santos, a maior do Brasil, com 800 quilômetros quadrados e 45 ilhas. Os explosivos matam filhotes de peixes e crustáceos, danificam a flora e os corais, comprometendo o ecossistema marinho.

O bijupirá é uma espécie de peixe de água salgada com um alto valor comercial, superior até ao salmão. O filé do peixe está cotado a US$ 10 por quilo, no mercado internacional. Cada animal pode atingir até 6 quilos entre dez e 12 meses. A meta principal é exportar o pescado para os mercados americano, europeu e Japão.

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