Oct 27

60 Dicas da Terra
Enviado em Artigos, Meio Ambiente de Anderson Porto | 23 de Setembro de 2008 @ 12:50

Economizar energia é proteger o PLANETA – Cada um tem que fazer sua parte e não esperar que o outro faça…

1. Tampe suas panelas enquanto cozinha. Parece obvio, não é? E é mesmo! Ao tampar as panelas enquanto cozinha você aproveita o calor que simplesmente se perderia no ar.

2. Use uma garrafa térmica com água gelada. Compre daquelas garrafas térmicas de acampamento, de 2 ou 5 litros. Abasteça-a de água bem gelada com uma bandeja de cubos de gelo pela manhã. Você terá água gelada até a noite e evitará o abre-fecha da geladeira toda vez que alguém quiser beber um copo de água

3. Aprenda a cozinhar em panela de pressão. Acredite… dá pra cozinhar tudo em panela de pressão: Feijão, arroz, macarrão, carne, peixe etc… Muito mais rápido e economizando 70% de gás.

4. Cozinhe com fogo mínimo. Se você não faltou às aulas de física no 2º grau você sabe: Não adianta, por mais que você aumente o fogo, sua comida não vai cozinhar mais depressa, pois a água não ultrapassa 100ºC em uma panela comum. Com o fogo alto, você vai é queimar sua comida.

5. Antes de cozinhar, retire da geladeira todos os ingredientes de uma só vez. Evite o o abre-fecha da geladeira toda vez que seu cozido precisar de uma cebola, uma cenoura etc…

6. Coma menos carne vermelha. A criação de bovinos é um dos maiores responsáveis pelo efeito estufa. Não é piada. Você já sentiu aquele cheiro pavoroso quando você se aproximou de alguma fazenda/criação de gado? Pois é: É metano, um gás inflamável, poluente, e megafedorento. Além disso, a produção de carne vermelha demanda uma quantidade enorme de água. Para você ter uma idéia: Para produzir 1 kg de carne vermelha é necessário 200 litros de água potável. O mesmo quilo de frango só consome 10 litros.

7. Não troque o seu celular. Já foi tempo que celular era sinal de status. Hoje em dia qualquer zé mané tem. Trocar por um mais moderno para tirar onda? Ninguém se importa. Fique com o antigo pelo menos enquanto estiver funcionando perfeitamente ou em bom estado. Se o problema é a bateria, considere o custo/benefício trocá-la e descartá-la adequadamente, encaminhando-a a postos de coleta. Celulares trouxeram muita comodidade à nossa vida, mas utilizam de derivados de petróleo em suas peças e metais pesados em suas baterias. Além disso, na maioria das vezes sua produção é feita utilizando mão de obra barata em países em desenvolvimento. Utilize seus gadgets até o final da vida útil deles, lembre-se de que eles certamente não foram nada baratos.

8. Compre um ventilador de teto. Nem sempre faz calor suficiente pra ser preciso ligar o ar condicionado. Na maioria das vezes um ventilador de teto é o ideal para refrescar o ambiente gastando 90% menos energia. Combinar o uso dos dois também é uma boa idéia. Regule seu ar condicionado para o mínimo e ligue o ventilador de teto.

9. Use somente pilhas e baterias recarregáveis. É certo que são caras, mas ao uso em médio e longo prazo elas se pagam com muito lucro. Duram anos e podem ser recarregadas em média 1000 vezes.

10. Limpe ou troque os filtros o seu ar condicionado. Um ar condicionado sujo representa 158 quilos de gás carbônico a mais na atmosfera por ano.

11. Troque suas lâmpadas incandescentes por fluorescentes. Lâmpadas fluorescentes gastam 60% menos energia que uma incandescente. Assim, você economizará 136 quilos de gás carbônico anualmente.

12. Escolha eletrodomésticos de baixo consumo energético. Procure por aparelhos com o selo do Procel (no caso de nacionais) ou Energy Star (no caso de importados).

13. Não deixe seus aparelhos em standby. Simplesmente desligue ou tire da tomada quando não estiver usando um eletrodoméstico. A função de standby de um aparelho usa cerca de 15% a 40% da energia consumida quando ele está em uso.

14. Mude sua geladeira ou freezer de lugar. Ao colocá-los próximos ao fogão, eles utilizam muito mais energia para compensar o ganho de temperatura. Mantenha-os afastados pelos menos 15cm das paredes para evitar o superaquecimento. Colocar roupas e tênis para secar atrás deles então, nem pensar!

15. Descongele geladeiras e freezers antigos a cada 15 ou 20 dias. O excesso de gelo reduz a circulação de ar frio no aparelho, fazendo que gaste mais energia para compensar. Se for o caso, considere trocar de aparelho. Os novos modelos consomem até metade da energia dos modelos mais antigos, o que subsidia o valor do eletrodoméstico a médio/longo prazo.

16. Use a máquina de lavar roupas/louça só quando estiverem cheias. Caso você realmente precise usá-las com metade da capacidade, selecione os modos de menor consumo de água. Se você usa lava-louças, não é necessário usar água quente para pratos e talheres pouco sujos. Só o detergente já resolve.

17. Retire imediatamente as roupas da máquina de lavar quando estiverem limpas. As roupas esquecidas na máquina de lavar ficam muito amassadas, exigindo muito mais trabalho e tempo para passar e consumindo assim muito mais energia elétrica

18. Tome banho de chuveiro. E de preferência, rápido. Um banho de banheira consome até quatro vezes mais energia e água que um chuveiro.

19. Use menos água quente. Aquecer água consome muita energia. Para lavar a louça ou as roupas, prefira usar água morna ou fria.

20. Pendure ao invés de usar a secadora. Você pode economizar mais de 317 quilos de gás carbônico se pendurar as roupas durante metade do ano ao invés de usar a secadora.

21. Nunca é demais lembrar: recicle. Recicle no trabalho e em casa. Se a sua cidade ou bairro não tem coleta seletiva, leve o lixo até um posto de coleta. Existem vários na rede Pão de Açúcar. Lembre-se de que o material reciclável deve ser lavado (no caso de plásticos, vidros e metais) e dobrado (papel).

22. Faça compostagem. Cerca de 3% do metano que ajuda a causar o efeito estufa é gerado pelo lixo orgânico doméstico. Aprenda a fazer compostagem: além de reduzir o problema, você terá um jardim saudável e bonito.

23. Reduza o uso de embalagens Embalagem menor é sinônimo de desperdício de água, combustível e recursos naturais. Prefira embalagens maiores, de preferência com refil. Evite ao máximo comprar água em garrafinhas, leve sempre com você a sua própria.

24. Compre papel reciclado Produzir papel reciclado consome de 70 a 90% menos energia do que o papel comum, e poupa nossas florestas.

25. Utilize uma sacola para as compras. Sacolinhas plásticas descartáveis são um dos grandes inimigos do meio-ambiente. Elas não apenas liberam gás carbônico e metano na atmosfera, como também poluem o solo e o mar. Quando for ao supermercado, leve uma sacola de feira ou suas próprias sacolinhas plásticas.

26. Plante uma árvore! Uma árvore absorve uma tonelada de gás carbônico durante sua vida. Plante árvores no seu jardim ou inscreva-se em programas como o SOS Mata Atlântica ou Iniciativa Verde.

27. Compre alimentos produzidos na sua região. Fazendo isso, além de economizar combustível, você incentiva o crescimento da sua comunidade, bairro ou cidade.

28. Compre alimentos frescos ao invés de congelados. Comida congelada além de mais cara, consome até 10 vezes mais energia para ser produzida. É uma praticidade que nem sempre vale a pena.

29. Compre orgânicos. Por enquanto, alimentos orgânicos são um pouco mais caros pois a demanda ainda é pequena no Brasil. Mas você sabia que, além de não usar agrotóxicos, os orgânicos respeitam os ciclos de vida de animais, insetos e ainda por cima absorvem mais gás carbônico da atmosfera que a agricultura “tradicional”? Se toda a produção de soja e milho dos EUA fosse orgânica, cerca de 240 bilhões de quilos de gás carbônico seriam removidos da atmosfera. Portanto, incentive o comércio de orgânicos para que os preços possam cair com o tempo.

30. Ande menos de carro. Use menos o carro e mais o transporte coletivo (ônibus, metrô) ou o limpo (bicicleta ou a pé). Se você deixar o carro em casa 2 vezes por semana, deixará de emitir 700 quilos de poluentes por ano.

31. Deixe o bagageiro vazio em cima do carro. Qualquer peso extra no carro causa aumento no consumo de combustível. Um bagageiro vazio gasta 10% a mais de combustível, devido ao seu peso e aumento da resistência do ar.

32. Mantenha seu carro regulado. Calibre os pneus a cada 15 dias e faça uma revisão completa a cada seis meses, ou de acordo com a recomendação do fabricante. Carros regulados poluem menos. A manutenção correta de apenas 1% da frota de veículos mundial representa meia tonelada de gás carbônico a menos na atmosfera.

33. Lave o carro a seco. Existem diversas opções de lavagem sem água, algumas até mais baratas do que a lavagem tradicional, que desperdiça centenas de litros a cada lavagem. Procure no seu posto de gasolina ou no estacionamento do shopping.

34. Quando for trocar de carro, escolha um modelo menos poluente. Apesar da dúvida sobre o álcool ser menos poluente que a gasolina ou não, existem indícios de que parte do gás carbônico emitido pela sua queima é reabsorvida pela própria cana de açúcar plantada. Carros menores e de motor 1.0 poluem menos. Em cidades como São Paulo, onde no horário de pico anda-se a 10km/h, não faz muito sentido ter carros grandes e potentes para ficar parados nos congestionamentos.

35. Use o telefone ou a Internet. A quantas reuniões de 15 minutos você já compareceu esse ano, para as quais teve que dirigir por quase uma hora para ir e outra para voltar? Usar o telefone ou skype pode poupar você de stress, além de economizar um bom dinheiro e poupar a atmosfera.

36. Voe menos, reúna-se por videoconferência Reuniões por videoconferência são tão efetivas quanto as presenciais. E deixar de pegar um avião faz uma diferença significativa para a atmosfera.

37. Economize CDs e DVDs CDs e DVDs. Sem dúvida são mídias eficientes e baratas, mas você sabia que um CD leva cerca de 450 anos para se decompor e que, ao ser incinerado, ele volta como chuva ácida (como a maioria dos plásticos)? Utilize mídias regraváveis, como CD-RWs, drives USB ou mesmo e-mail ou FTP para carregar ou partilhar seus arquivos. Hoje em dia, são poucos arquivos que não podem ser disponibilizados virtualmente ao invés de em mídias físicas.

38. Proteja as florestas Por anos os ambientalistas foram vistos como “eco-chatos”. Mas em tempos de aquecimento global, as árvores precisam de mais defensores do que nunca. O papel delas no aquecimento global é crítico, pois mantém a quantidade de gás carbônico controlada na atmosfera.

39. Considere o impacto de seus investimentos O dinheiro que você investe não rende juros sozinho. Isso só acontece quando ele é investido em empresas ou países que dão lucro. Na onda da sustentabilidade, vários bancos estão considerando o impacto ambiental das empresas em que investem o dinheiro dos seus clientes. Informe-se com o seu gerente antes de escolher o melhor investimento para você e o meio ambiente.

40. Informe-se sobre a política ambiental das empresas que você contrata. Seja o banco onde você investe ou o fabricante do shampoo que utiliza, todas as empresas deveriam ter políticas ambientais claras para seus consumidores. Ainda que a prática esteja se popularizando, muitas empresas ainda pensam mais nos lucros e na imagem institucional do que em ações concretas. Por isso, não olhe apenas para as ações que a empresa promove, mas também a sua margem de lucro alardeada todos os anos. Será mesmo que eles estão colaborando tanto assim?

41. Desligue o computador Muita gente tem o péssimo hábito de deixar o computador de casa ou da empresa ligado ininterruptamente, às vezes fazendo downloads, às vezes simplesmente por comodidade. Desligue o computador sempre que for ficar mais de 2 horas sem utilizá-lo e o monitor por até quinze minutos.

42. Considere trocar seu monitor O maior responsável pelo consumo de energia de um computador é o monitor. Monitores de LCD são mais econômicos, ocupam menos espaço na mesa e estão ficando cada vez mais baratos. O que fazer com o antigo? Doe a instituições como o Comitê para a Democratização da Informática.

43. No escritório desligue o ar condicionado uma hora antes do final do expediente Num período de 8 horas, isso equivale a 12,5% de economia diária, o que equivale a quase um mês de economia no final do ano. Além disso, no final do expediente a temperatura começa a ser mais amena.

44. Não permita que as crianças brinquem com água Banho de mangueira, guerrinha de balões de água e toda sorte de brincadeiras com água são sem dúvida divertidas, mas passam a equivocada idéia de que a água é um recurso infinito, justamente para aqueles que mais precisam de orientação, as crianças. Não deixe que seus filhos brinquem com água, ensine a eles o valor desse bem tão precioso.

45. No hotel, economize toalhas e lençóis. Use o bom senso… Você realmente precisa de uma toalha nova todo dia? Você é tão imundo assim? Em hotéis, o hóspede tem a opção de não ter as toalhas trocadas diariamente, para economizar água e energia. Trocar uma vez a cada 3 dias já está de bom tamanho. O mesmo vale para os lençois, a não ser que você faça xixi na cama…

46. Participe de ações virtuais. A Internet é uma arma poderosa na conscientização e mobilização das pessoas. Um exemplo é o site ClickÁrvore, que planta árvores com a ajuda dos internautas. Informe-se e aja!

47. Instale uma válvula na sua descarga Instale uma válvula para regular a quantidade de água liberada no seu vaso sanitário: mais quantidade para o número 2, menos para o número 1!

48. Não peça comida para viagem. Se você já foi até o restaurante ou à lanchonete, que tal sentar um pouco e curtir sua comida ao invés de pedir para viagem? Assim você economiza as embalagens de plástico e isopor utilizadas.

49. Regue as plantas à noite. Ao regar as plantas à noite ou de manhãzinha, você impede que a água se perca na evaporação, e também evita choques térmicos que podem agredir suas plantas.

50. Frequente restaurantes naturais/orgânicos. Com o aumento da consciência para a preservação ambiental, uma gama enorme de restaurantes naturais, orgânicos e vegetarianos está se espalhando pelas cidades. Ainda que você não seja vegetariano, experimente os novos sabores que essa onda verde está trazendo e assim estará incentivando o mercado de produtos orgânicos, livres de agrotóxicos e menos agressivos ao meio-ambiente.

51. Vá de escada. Para subir até dois andares ou descer três, que tal ir de escada? Além de fazer exercício, você economiza energia elétrica dos elevadores.

52. Faça sua voz ser ouvida pelos seus representantes. Use a Internet, cartas ou telefone para falar com os seus representantes em sua cidade, estado e país. Mobilize-se e certifique-se de que os seus interesses – e de todo o planeta – sejam atendidos.

53. Divulgue essa lista! Envie essa lista de dicas por e-mail para seus amigos, divulgue o link do post no seu blog ou orkut, reproduza-a livremente, e, quando possível, cite a fonte.

54. Economize tempo e papel: Pague suas contas online ou as deixe em débito automático. Um clique pode salvar bilhões de árvores. Não imprima o recibo. Todos os bancos disponibilizam os recibos em seus sites, caso seja preciso para comprovar algum pagamento.

55. Doe árvores. As árvores são importantes filtros de dióxido de carbono, além de fazerem parte do habitat de muitas espécies, inclusive a nossa.

56. Faça do seu ambiente de trabalho um espaço ecologicamente correto. É um grande passo para conscientizar as pessoas. Imprimir documentos nos dois lados da folha, usar papéis reciclados, fazer reciclagem do lixo são ações fundamentais nos dias de hoje. Tenha a certeza de que essas ações são levadas para a casa dos funcionários. Está provado por pesquisas que funcionários adotam em seus lares os ensinamentos trazidos do trabalho.

57. Economize água. Não meça esforços para diminuir o consumo de água. Muitas ações podem ser tomadas e a educação é a melhor forma de colaborar com esse precioso recurso natural.

58. Envolva-se no ambiente do seu bairro. Pequenas ações podem contribuir para a melhora do seu ambiente. Fique atento aos problemas ambientais do seu bairro, denuncie abusos e cobre os responsáveis por ações mais corretas. A saúde do planeta agradece.

59. Faça caminhadas e ande de bicicleta. Vença a preguiça e deixe seu carro em casa quando possível. Seja mais saudável e ecologicamente correto.

60. De Olho No Óleo – Essa é para as pessoas que gostam de fazer uma friturinha em casa. Não jogue o óleo de cozinha usado pelo ralo. Leia a matéria anexo ou baixeo PDF do link abaixo:

http://www.geocities.com/alumebr/Materia-DP_Coleta-de-oleo-de-cozinha_02-05-2008.pdf

Aproveite a semana da árvore para refletir:

Você tem feito alguma coisa pelo meio ambiente? Nada? Então, que tal começar? Junte garrafas pet usadas, latas de refrigerantes, cervejas, etc., garrafas e, ao invés de jogar no lixo comum, encaminhe para reciclagem, já é um começo. O mundo faz muito por você, dê uma forcinha pra ele :-)

Ações como essas são extremamente necessárias. Vamos praticá-las!

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Oct 15

Convite – Seminário em Comemoração ao Ano Internacional dos Recifes de Coral

É com satisfação que a Organização Ambientalista PRÓ-MAR, unindo seus esforços com os de cientistas, pesquisadores, comunidades de pescadores e ambientalistas de todo o mundo, está participando das mobilizações em prol do segundo “Ano Internacional dos Recifes de Coral” (IYOR – International Year Of Reefs). E é com esse mesmo entusiasmo que, juntamente com seus apoiadores e parceiros1, vem convidar a V.Sa, a participar do I Seminário em Comemoração ao Ano Internacional dos Recifes de Coral da Bahia, que ocorrerá no dia 27 de outubro, às 9 horas, no Club Med Itaparica.
Durante o encontro ocorrerão palestras e mesas-redondas com representantes do ministério do Meio Ambiente, de secretarias de Estado e de especialistas das áreas de conservação de recifes a exemplo de Paula Pereira (MMA), Zelinda Leão (UFBA), Beatrice Padovani (Programa Reef Check Brasil), Mauro Maida (Instituto Recifes Costeiros), Teresa Gouveia (Projeto Coral Vivo) e Beth Wagner (Instituto do Meio Ambiente). Serão abordados temas voltados para políticas de recuperação dos estoques pesqueiros, implantação de áreas marinhas protegidas, área de maricultura natural, monitoramento ambiental, experimentos de manejo comunitário, bem como posturas empresariais de responsabilidade sócio-ambiental.
O evento tem como objetivo apoiar as estratégias internacionais de fortalecimento e reconhecimento sobre os valores ecológicos, econômicos, sociais e culturais dos recifes de coral, expondo as ameaças críticas a esses ambientes, além da urgência de ações efetivas para conservação e uso sustentável do âmbito local, regional e global. Entre os temas a serem abordados estão: o Ano Internacional dos Recifes; as políticas para recuperação dos estoques pesqueiros; áreas prioritárias para conservação dos recifes na Baía de Todos os Santos; implantação de Áreas Marinhas Protegidas e/ou Áreas de Maricultura Natural; experimentos de manejo comunitário; e posturas empresariais de responsabilidade socioambiental.
As pré-inscrições podem ser realizadas no site www.promar.org.br. Informações adicionais através do e-mail seminariyor2008@gmail.com ou do telefone (71) 3633-4259.
Contamos com sua presença e colaboração para divulgação deste importante acontecimento!
Atenciosamente,
Organização Sócio-Ambientalista Pró-Mar

¹ O Seminário conta com a aliança estratégica da Fundação Avina, com o patrocínio da GDK e do Club Med Itaparica, e com o apoio do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca (SEAP) da Presidência da República, Secretaria do Meio Ambiente (SEMA), Instituto do Meio Ambiente (IMA) e Conselho Estadual de Meio Ambiente (CEPRAM) do Estado da Bahia, e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE).

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Sep 16

Fonte: http://www.cartadaterrabrasil.org/11_carta.htm

PREÂMBULO
Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro reserva, ao mesmo tempo, grande perigo e grande esperança. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio de uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos nos juntar para gerar uma sociedade sustentável global fundada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade de vida e com as futuras gerações.

TERRA, NOSSO LAR
A humanidade é parte de um vasto universo em evolução. A Terra, nosso lar, é viva como uma comunidade de vida incomparável. As forças da natureza fazem da existência uma aventura exigente e incerta, mas a Terra providenciou as condições essenciais para a evolução da vida. A capacidade de recuperação da comunidade de vida e o bem-estar da humanidade dependem da preservação de uma biosfera saudável com todos seus sistemas ecológicos, uma rica variedade de plantas e animais, solos férteis, águas puras e ar limpo. O meio ambiente global com seus recursos finitos é uma preocupação comum de todos os povos. A proteção da vitalidade, diversidade e beleza da Terra é um dever sagrado.

A SITUAÇÃO GLOBAL
Os padrões dominantes de produção e consumo estão causando devastação ambiental, esgotamento dos recursos e uma massiva extinção de espécies. Comunidades estão sendo arruinadas. Os benefícios do desenvolvimento não estão sendo divididos eqüitativamente e a diferença entre ricos e pobres está aumentando. A injustiça, a pobreza, a ignorância e os conflitos violentos têm aumentado e são causas de grande sofrimento. O crescimento sem precedentes da população humana tem sobrecarregado os sistemas ecológico e social. As bases da segurança global estão ameaçadas. Essas tendências são perigosas, mas não inevitáveis.

DESAFIOS FUTUROS
A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros ou arriscar a nossa destruição e a da diversidade da vida. São necessárias mudanças fundamentais em nossos valores, instituições e modos de vida. Devemos entender que, quando as necessidades básicas forem supridas, o desenvolvimento humano será primariamente voltado a ser mais e não a ter mais. Temos o conhecimento e a tecnologia necessários para abastecer a todos e reduzir nossos impactos no meio ambiente. O surgimento de uma sociedade civil global está criando novas oportunidades para construir um mundo democrático e humano. Nossos desafios ambientais, econômicos, políticos, sociais e espirituais estão interligados e juntos podemos forjar soluções inclusivas.

RESPONSABILIDADE UNIVERSAL
Para realizar estas aspirações, devemos decidir viver com um sentido de responsabilidade universal, identificando-nos com a comunidade terrestre como um todo, bem como com nossas comunidades locais. Somos, ao mesmo tempo, cidadãos de nações diferentes e de um mundo no qual as dimensões local e global estão ligadas. Cada um compartilha responsabilidade pelo presente e pelo futuro bem-estar da família humana e de todo o mundo dos seres vivos. O espírito de solidariedade humana e de parentesco com toda a vida é fortalecido quando vivemos com reverência o mistério da existência, com gratidão pelo dom da vida e com humildade em relação ao lugar que o ser humano ocupa na natureza.

Necessitamos com urgência de uma visão compartilhada de valores básicos para proporcionar um fundamento ético à comunidade mundial emergente. Portanto, juntos na esperança, afirmamos os seguintes princípios, interdependentes, visando a um modo de vida sustentável como padrão comum, através dos quais a conduta de todos os indivíduos, organizações, empresas, governos e instituições transnacionais será dirigida e avaliada.

PRINCÍPIOS
I. RESPEITAR E CUIDAR DA COMUNIDADE DE VIDA
1. Respeitar a Terra e a vida em toda sua diversidade.

Reconhecer que todos os seres são interdependentes e cada forma de vida tem valor, independentemente de sua utilidade para os seres humanos.
Afirmar a fé na dignidade inerente de todos os seres humanos e no potencial intelectual, artístico, ético e espiritual da humanidade.
2. Cuidar da comunidade da vida com compreensão, compaixão e amor.

Aceitar que, com o direito de possuir, administrar e usar os recursos naturais, vem o dever de prevenir os danos ao meio ambiente e de proteger os direitos das pessoas.
Assumir que, com o aumento da liberdade, dos conhecimentos e do poder, vem a
maior responsabilidade de promover o bem comum.
3. Construir sociedades democráticas que sejam justas, participativas, sustentáveis e pacíficas.

Assegurar que as comunidades em todos os níveis garantam os direitos humanos e as liberdades fundamentais e proporcionem a cada pessoa a oportunidade de realizar seu pleno potencial.
Promover a justiça econômica e social, propiciando a todos a obtenção de uma condição de vida significativa e segura, que seja ecologicamente responsável.

4. Assegurar a generosidade e a beleza da Terra para as atuais e às futuras gerações.

Reconhecer que a liberdade de ação de cada geração é condicionada pelas necessidades das gerações futuras.
Transmitir às futuras gerações valores, tradições e instituições que apóiem a prosperidade das comunidades humanas e ecológicas da Terra a longo prazo.
II. INTEGRIDADE ECOLÓGICA
5. Proteger e restaurar a integridade dos sistemas ecológicos da Terra, com especial atenção à diversidade biológica e aos processos naturais que sustentam a vida.

Adotar, em todos os níveis, planos e regulamentações de desenvolvimento sustentável que façam com que a conservação e a reabilitação ambiental sejam parte integral de todas as iniciativas de desenvolvimento.
Estabelecer e proteger reservas naturais e da biosfera viáveis, incluindo terras selvagens e áreas marinhas, para proteger os sistemas de sustento à vida da Terra, manter a biodiversidade e preservar nossa herança natural.
Promover a recuperação de espécies e ecossistemas ameaçados.
Controlar e erradicar organismos não-nativos ou modificados geneticamente que
causem dano às espécies nativas e ao meio ambiente e impedir a introdução desses
organismos prejudiciais.
Administrar o uso de recursos renováveis como água, solo, produtos florestais e vida marinha de forma que não excedam às taxas de regeneração e que protejam a saúde dos ecossistemas.
Administrar a extração e o uso de recursos não-renováveis, como minerais e combustíveis fósseis de forma que minimizem o esgotamento e não causem dano ambiental grave.
6. Prevenir o dano ao ambiente como o melhor método de proteção ambiental e, quando o conhecimento for limitado, assumir uma postura de precaução.

Agir para evitar a possibilidade de danos ambientais sérios ou irreversíveis, mesmo quando o conhecimento científico for incompleto ou não-conclusivo.
Impor o ônus da prova naqueles que afirmarem que a atividade proposta não causará dano significativo e fazer com que as partes interessadas sejam responsabilizadas pelo dano ambiental.
Assegurar que as tomadas de decisão considerem as conseqüências cumulativas, a longo prazo, indiretas, de longo alcance e globais das atividades humanas.
Impedir a poluição de qualquer parte do meio ambiente e não permitir o aumento de substâncias radioativas, tóxicas ou outras substâncias perigosas.
Evitar atividades militares que causem dano ao meio ambiente.
7. Adotar padrões de produção, consumo e reprodução que protejam as capacidades regenerativas da Terra, os direitos humanos e o bem-estar comunitário.

Reduzir, reutilizar e reciclar materiais usados nos sistemas de produção e consumo e garantir que os resíduos possam ser assimilados pelos sistemas ecológicos.
Atuar com moderação e eficiência no uso de energia e contar cada vez mais com fontes energéticas renováveis, como a energia solar e do vento.
Promover o desenvolvimento, a adoção e a transferência eqüitativa de tecnologias
ambientais seguras.
Incluir totalmente os custos ambientais e sociais de bens e serviços no preço de venda e habilitar os consumidores a identificar produtos que satisfaçam às mais altas normas sociais e ambientais.
Garantir acesso universal à assistência de saúde que fomente a saúde reprodutiva e a reprodução responsável.
Adotar estilos de vida que acentuem a qualidade de vida e subsistência material num mundo finito.

8. Avançar o estudo da sustentabilidade ecológica e promover o intercâmbio aberto e aplicação ampla do conhecimento adquirido.

Apoiar a cooperação científica e técnica internacional relacionada à sustentabilidade, com especial atenção às necessidades das nações em desenvolvimento.
Reconhecer e preservar os conhecimentos tradicionais e a sabedoria espiritual em todas as culturas que contribuem para a proteção ambiental e o bem-estar humano.
Garantir que informações de vital importância para a saúde humana e para a proteção ambiental, incluindo informação genética, permaneçam disponíveis ao domínio público.
III. JUSTIÇA SOCIAL E ECONÔMICA
9. Erradicar a pobreza como um imperativo ético, social e ambiental.

Garantir o direito à água potável, ao ar puro, à segurança alimentar, aos solos não contaminados, ao abrigo e saneamento seguro, alocando os recursos nacionais e internacionais demandados.
Prover cada ser humano de educação e recursos para assegurar uma condição de vida sustentável e proporcionar seguro social e segurança coletiva aos que não são capazes de se manter por conta própria.
Reconhecer os ignorados, proteger os vulneráveis, servir àqueles que sofrem e habilitá-los a desenvolverem suas capacidades e alcançarem suas aspirações.
10. Garantir que as atividades e instituições econômicas em todos os níveis promovam o desenvolvimento humano de forma eqüitativa e sustentável.

Promover a distribuição eqüitativa da riqueza dentro das e entre as nações.
Incrementar os recursos intelectuais, financeiros, técnicos e sociais das nações em desenvolvimento e liberá-las de dívidas internacionais onerosas.
Assegurar que todas as transações comerciais apóiem o uso de recursos sustentáveis, a proteção ambiental e normas trabalhistas progressistas.
Exigir que corporações multinacionais e organizações financeiras internacionais
atuem com transparência em benefício do bem comum e responsabilizá-las pelas
conseqüências de suas atividades.

11. Afirmar a igualdade e a eqüidade dos gêneros como pré-requisitos para o desenvolvimento sustentável e assegurar o acesso universal à educação, assistência de saúde e às oportunidades econômicas.

Assegurar os direitos humanos das mulheres e das meninas e acabar com toda violência contra elas.
Promover a participação ativa das mulheres em todos os aspectos da vida econômica, política, civil, social e cultural como parceiras plenas e paritárias, tomadoras de decisão, líderes e beneficiárias.
Fortalecer as famílias e garantir a segurança e o carinho de todos os membros da
família.
12. Defender, sem discriminação, os direitos de todas as pessoas a um ambiente natural e social capaz de assegurar a dignidade humana, a saúde corporal e o bem-estar espiritual, com especial atenção aos direitos dos povos indígenas e minorias.

Eliminar a discriminação em todas as suas formas, como as baseadas em raça, cor, gênero, orientação sexual, religião, idioma e origem nacional, étnica ou social.
Afirmar o direito dos povos indígenas à sua espiritualidade, conhecimentos, terras e recursos, assim como às suas práticas relacionadas com condições de vida sustentáveis.
Honrar e apoiar os jovens das nossas comunidades, habilitando-os a cumprir seu
papel essencial na criação de sociedades sustentáveis.
Proteger e restaurar lugares notáveis pelo significado cultural e espiritual.
IV. DEMOCRACIA, NÃO-VIOLÊNCIA E PAZ

13. Fortalecer as instituições democráticas em todos os níveis e prover transparência e responsabilização no exercício do governo, participação inclusiva na tomada de decisões e acesso à justiça.

Defender o direito de todas as pessoas receberem informação clara e oportuna sobre assuntos ambientais e todos os planos de desenvolvimento e atividades que possam afetá-las ou nos quais tenham interesse.
Apoiar sociedades civis locais, regionais e globais e promover a participação significativa de todos os indivíduos e organizações interessados na tomada de decisões.
Proteger os direitos à liberdade de opinião, de expressão, de reunião pacífica, de associação e de oposição.
Instituir o acesso efetivo e eficiente a procedimentos judiciais administrativos e independentes, incluindo retificação e compensação por danos ambientais e pela ameaça de tais danos.
Eliminar a corrupção em todas as instituições públicas e privadas.
Fortalecer as comunidades locais, habilitando-as a cuidar dos seus próprios ambientes, e atribuir responsabilidades ambientais aos níveis governamentais onde possam ser cumpridas mais efetivamente.

14. Integrar, na educação formal e na aprendizagem ao longo da vida, os conhecimentos, valores e habilidades necessárias para um modo de vida sustentável.

Prover a todos, especialmente a crianças e jovens, oportunidades educativas que lhes permitam contribuir ativamente para o desenvolvimento sustentável.
Promover a contribuição das artes e humanidades, assim como das ciências, na educação para sustentabilidade.
Intensificar o papel dos meios de comunicação de massa no aumento da conscientização sobre os desafios ecológicos e sociais.
Reconhecer a importância da educação moral e espiritual para uma condição de vida sustentável.

15. Tratar todos os seres vivos com respeito e consideração.

Impedir crueldades aos animais mantidos em sociedades humanas e protegê-los de sofrimento.
Proteger animais selvagens de métodos de caça, armadilhas e pesca que causem sofrimento extremo, prolongado ou evitável.
Evitar ou eliminar ao máximo possível a captura ou destruição de espécies não visadas.

16. Promover uma cultura de tolerância, não-violência e paz.

Estimular e apoiar o entendimento mútuo, a solidariedade e a cooperação entre todas as pessoas, dentro das e entre as nações.
Implementar estratégias amplas para prevenir conflitos violentos e usar a colaboração na resolução de problemas para administrar e resolver conflitos ambientais e outras disputas.
Desmilitarizar os sistemas de segurança nacional até o nível de uma postura defensiva não-provocativa e converter os recursos militares para propósitos pacíficos, incluindo restauração ecológica.
Eliminar armas nucleares, biológicas e tóxicas e outras armas de destruição em
massa.
Assegurar que o uso do espaço orbital e cósmico ajude a proteção ambiental e a paz.
Reconhecer que a paz é a plenitude criada por relações corretas consigo mesmo, com outras pessoas, outras culturas, outras vidas, com a Terra e com a totalidade maior da qual somos parte.
O CAMINHO ADIANTE

Como nunca antes na História, o destino comum nos conclama a buscar um novo começo. Tal renovação é a promessa destes princípios da Carta da Terra. Para cumprir esta promessa, temos que nos comprometer a adotar e promover os valores e objetivos da Carta.

Isto requer uma mudança na mente e no coração. Requer um novo sentido de interdependência global e de responsabilidade universal. Devemos desenvolver e aplicar com imaginação a visão de um modo de vida sustentável nos níveis local, nacional, regional e global. Nossa diversidade cultural é uma herança preciosa e diferentes culturas encontrarão suas próprias e distintas formas de realizar esta visão. Devemos aprofundar e expandir o diálogo global que gerou a Carta da Terra, porque temos muito que aprender a partir da busca conjunta em andamento por verdade e sabedoria.

A vida muitas vezes envolve tensões entre valores importantes. Isto pode significar escolhas difíceis. Entretanto, necessitamos encontrar caminhos para harmonizar a diversidade com a unidade, o exercício da liberdade com o bem comum, objetivos de curto prazo com metas de longo prazo. Todo indivíduo, família, organização e comunidade tem um papel vital a desempenhar. As artes, as ciências, as religiões, as instituições educativas, os meios de comunicação, as empresas, as organizações não-governamentais e os governos são todos chamados a oferecer uma liderança criativa. A parceria entre governo, sociedade civil e empresas é essencial para uma governabilidade efetiva.

Para construir uma comunidade global sustentável, as nações do mundo devem renovar seu compromisso com as Nações Unidas, cumprir com suas obrigações respeitando os acordos internacionais existentes e apoiar a implementação dos princípios da Carta da Terra com um instrumento internacionalmente legalizado e contratual sobre o ambiente e o desenvolvimento.

Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova reverência face à vida, pelo compromisso firme de alcançar a sustentabilidade, a intensificação dos esforços pela justiça e pela paz e a alegre celebração da vida.

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Jun 19

Pessoas batalhadores pela vida,

Ontem o Governo da Bahia sinalizou que quer pensar ambiente
conjuntamente com a sua população, em dois eventos: 1) Na SEMA e 2)
Em uma igreja, em Vera Cruz, com a população do Baiacu.
Tenho feito questão de publicizar cada evento que estamos
participando, para demonstrar como construímos uma luta, em prol do
ambiente sócio ambiental.
A EDUMANGUE esteve presente em ambos eventos. Na SEMA com Almir
Requião – ONG Manguezal, o meu quintal e em Vera Cruz, com esse
signatário.
Comento a reunião de Vera Cruz.

PRESENTES
Casa Civil Governo Wagner, IMA (ex-CRA), EMBASA (Diversos Técnicos:
Sanitaristas, engenheiros, Pedagogos), representante do Gab. Dep.
Javier Alfaya, ONG Pangea, Secretaria de Meio Ambiente de Vera Cruz,
lideranças da contra costa da ilha de Itaparica, representante de
Itaparica, representante da comunidade de Barra Grande – vejam as fotos.

LOCAL
Em uma igreja a qual não sei o nome. A audiência foi transferida da
Biblioteca, por falta de condições físicas do local. Foi bom, pois
conversamos sob mantos sagrados.
Ao lado da igreja o rio da Ilhota, que desagua na praia, comprometido
com esgotos de Mar Grande.

FORMATO
A equipe de governo colocou-se de forma ética para ouvir todas as
reivindicações da população da contra costa.

OS ARGUMENTOS DOS REPRESENTANTES COMUNITÁRIOS
1 – O manguezal é fonte de sobrevivência das comunidades
2 – Que o manguezal vai ser prejudicado com os afluentes da ETE proposta
3 – Que as comunidades de Juerana, Ponta Grossa, Campinas e Baiacu,
precisam de saneamento básico para proteção de seus habitantes e do
seu meio ambiente
4 – Que eles não são contra o desenvolvimento, eles buscam uma forma
de sustentabilidade, sem agressão ao ambiente
5 – Que eles querem contribuir e não ser considerados como inimigos
6 – Eles não querem, de forma definitiva, que a ETE lance seus
efluentes no manguezal daquelas localidades
7 – Que a EMBASA deve ampliar o sistema de esgotamento sanitário da
ilha, para proteger rios que estão sendo sufocados por lançamentos de
esgotos.
8 – Que a ETE de Vera Cruz matou o rio da Penha, comprometendo a
atividade pesqueira na região
9 – Que o lodo da ETE é jogado no “lixão” comprometendo o aqüífero local

ALGUNS ARGUMENTOS DOS TÉCNICOS
1 – Que a obra é do PAC
2 – Que o projeto é do governo anterior
3 – Que existem poucos recursos para promover mudanças
4 – Ou apresentavam propostas ou perdiam a grana
5 – Que o efluente é quase isento de coliforme fecais
6 – Que a matéria orgânica é salutar ao manguezal
7 – É a melhor solução para ilha
8 – Que a matéria orgânica será tratada pelo calor e luz solar
9 – Que é um sistema avançado para tratametno de esgotos
10 – Que o Governo está preocupado com a qualidade de vida das populações
11 – Que gostariam de ouvir alternativas

AS ALTERNATIVAS DAS COMUNIDADES
1 – Que fosse construído um emissário para lançamento dos efluentes em
alto mar, fora da baía
2 – Que fosse pensado em um modelo para saneamento nas localidades em questão.
3 – Que fosse ampliada a ETE de Vera Cruz

O POSICIONAMENTO DA EDUMANGUE
Na realidade não me posicionei como EDUMANGUE. Minha posição,
declarada, foi como morador da ilha de Itaparica. Mas, o Sr. Almir
Requião, me identificou e uma outra pessoa declarou que eu era
professor de biologia. Na realidade queria manter a questão cidadã,
acima dos questionamentos técnicos, pois quem estava na proa das
reinvindicações eram as comunidades. Não era um debate técnico, esse
vem depois.
O que foi dito:
1 – Que todos ali eram eleitores de Lula e Wagner
2 – Havia uma vontade imensa em contribuir para verdadeiras mudanças
3 – Que o povo presente estava defendendo: sadia qualidade de vida,
segurança alimentar, prevenção de doenças e saúde coletiva, tudo em
consonância com os discursos de governo.
4 – Que o exemplo da EMBASA na ilha era péssimo. Que as ETE’s
existentes haviam
comprometido o sistema de manguezal do rio da Penha, em Vera Cruz e no
Mocambo, em Itaparica. A ilha possui 2 municípios: Vera Cruz (84%) e
Itaparica (16%).
5 – A EMBASA foca a discussão da qualidade dos efluentes em coliforme
fecais e esquece dos colóides em suspensão e outras substâncias
diluídas: antibióticos, anticoncepcionais, fosfatos, nitratos,
compostos nitrogenados, metais complexados, etc.
6 – Não existe a cultura do monitoramento contínuo para elaboração de
uma série
histórica, com a tipologia do corpo d’água receptor. Tampouco existem
dados pretéritos consistentes.
7 – Que o México sofre com problemas de doenças em populações
costeiras, devido a contaminação de pescado, via qualidade das águas.
Foi citado o exempl da pluma do emissário do rio Vermelho, as
pescarias que são realizadas no local de descarga, conforme comentado
em outra mensagem.
8 – O Governador Jacques Wagner recomenda que não olhemos pelo
retrovisor, mas isso é impossível, ante a quantidade de erros
praticados pelo grupo hegemônico que se apoderou do Poder durante 20
anos e que aquele povo, do Baiacu, havia contribuído para expurgar da
Bahia.
9 – Que pouco dinheiro e urgência do PAC, era argumento para continuar
praticando os mesmos erros do passado.
10 – Que emissário, ATENÇÂO TOZA, LUIZ PEREIRA E ALMIR, não é a melhor
solução. Que a APA Pinaúnas atinge a profundidade de 20m. Que era
tirar a pressão sobre o manguezal e levá-la para o ambiente recifal.
11 – O governo não enxerga que a proposta potencializa a divisão
territorial na ilha. De um lado a elite detonadora, detentora de
diversos loteamentos, do outro a pobreza pressionada pelo lixão do
Baiacu, sem saneamento e agora com o lançamento da matéria orgânica de
origem antrópica, ou seja,…….
Mas, é o lado mais conservado ambientalmente.
12 – É preciso mudanças nos paradigmas da construção civil e no modelo
para tratamento de esgoto, mesmo que isso seja mais caro.
13 – Que é preciso entendimento da base conceitaul, inclusive sobre o
papel do ecossistema manguezal, que depende da matéria orgânica, mas
muito mais que isso, depende da qualidade dessa matéria.
14 – Que a Casa Civil prestasse mais atenção nas obras do PAC,
considerado por muito como PROGRAMA ALOPRADO PARA O CRESCIMENTO.
Estava trazendo mais problemas políticos do que soluções viáveis.

O QUE FOI TIRADO COMO PROPOSTAS CONCRETAS
1 – A Prefeitura de Vera Cruz, via seu Secretário de Meio Ambiente,
declarou que só concederá licenciamento para construção da ETE, se e
somente se, a comunidade aprovar o projeto.
2 – A Prefeitura de Vera Cruz, a pedido da comunidade, encaminhará
documento à EMBASA, solicitando uma avaliação da ETE de Vera Cruz.
3 – Uma moratória para construção de novas ETE’s, até a elaboração de
um projeto socialmente correto, ambientalmente sustentàvel e
economicamente viável.
4 – Que haja uma valorização dos técnicos da EMBASA e que seja
elaborado um projeto pioneiro para o sistema de ilhas da BTS e que
posssa servir de exemplo para o Brasil.
Isso seria, em nível de política de governo Wagner, uma marca de
responsabilidade ambiental.
5 – Marcou-se uma Audiência Pública, na Assembléia Legislativa do
Estado, com a presença das comunidades, para discutir o projeto em
nível Legislativo, na Comissão de Saúde e Saneamento Básico.
6 – O Governo sinalizou, NÃO PROMETEU, apresentar uma proposta de um
projeto que contemple o re-uso das aáguas. Vai se esforçar.

Ao final da reunião houve um congraçamento entre os presentes, ficando
clara a vontade coletiva e participativa de um projeto comum e d o
desarmamento das partes. A comunidade agradeceu ao esforço dos
técnicos em ir até a ilha para discutir o tema com respeito, de forma
equilibrada e ética.

Uma brincadeira, havia uma marisqueira com seus produtos na reunião.
Vocês sabem quem comprou – a equipe de governo, não sobrou nada! Siri
catado, ostra, chumbinho (maçunim,sernambitinga) aratu e outras
delícias do baiacu.

Sob os mantos sagrados terminamos a reunião e na volta fomos
contemplados com um belo pôr-do-sol.

Aquele plus – está em Baiacu a igreja mais antiga da BTS, a igreja do
Nosso Senhor da Vera Cruz, inaugurada em 1561. Baiacu, nome de origem
Tupy, May-acu, peixe tetraodontiforme, na BTS pelo menos três espécies
do gen. Sphaeroides. É um peixe venenoso, diversos exemplos de óbitos.
Baiacu foi o primeiro vilarejo da ilha, onde, hoje, sobrevivem, pelo
menos, quatro terreiros de Candomblé.
A data festiva da localidade é 14 de setembro, dia dedicado ao
padroeiro. É típico da festa a oferta farta de comida tendo como base
os frutos do mar.
Contribuí com o local implementando o Parque Ecológico do Baicu, com
diversos programas e resgatando a lavagem da igreja, feita com as Yaôs
dos terreiros de candomblé. Foi batizado por elas e tive uma das
minhas emoções espirituais mais significativas em minha vida.
É isso.
Foi ótima a reunião, em minha avaliação.
Saluba!

Everaldo Queiroz

http://www.edumangue.ufba.br/

Universidade Federal da Bahia – http://www.portal.ufba.br