Apr 16

 O Livro da Revelação anuncia um novo Céu e uma nova Terra

 

Paiva Netto

 

No dizer de Cícero (106-43 a.C.), as profecias são de interesse universal: “Não há povo, por mais requintado e culto que seja, que não acredite no dom que certas pessoas têm de prever o futuro”.

Encontramo-nos, pois, diante de assunto constantemente em voga, apesar da indiferença de alguns.

Muita gente ainda pensa que o Apocalipse sinaliza o limite da vida planetária. Será?

O Gênese mosaico, primeiro livro da Bíblia, relata cifradamente o surgimento do planeta. Quanto ao Cosmos, sob forma diversa talvez, teria sempre existido, mesmo antes do “big-bang”, do ilustre George Gamow (1904-1968)? Ou, então, o que anteriormente havia? (Que tal investigar a respeito do Genoma do Universo?) Recorramos, agora, ao Livro da Revelação, e poderemos concluir que não anuncia o fim; ao contrário, o texto termina com uma bênção:

“— A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós para todo o sempre. Amém” (Apocalipse, 22:21).

E mais: no capítulo 21, encontramos a nova Jerusalém, o novo Céu, a nova Terra, depois de uma metamorfose jamais vista, desencadeada pela humanidade. Trata-se de colheita obrigatória de uma semeadura que foi livre.

 

Atos humanos e consequências – Quando digo que não devemos temer o Apocalipse, de modo algum ignoro que aquilo que homens e povos plantaram singularizará retornos benéficos ou trágicos para a sociedade. Um exemplo emblemático: o que andamos fazendo com a Natureza acarretará conse­quência grave, o que, aliás, já está ocorrendo. Só não vê quem não quer. Bem que a consciência ecológica se expande pelo mundo. E isso é bom. Não lancemos fogo em nossa morada coletiva nem a tornemos cortiço. (…) A destruição da Natureza é a extinção da Raça Humana.

 

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade.

paivanetto@uol.com.brwww.boavontade.com

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Mar 03

Paiva Netto

Na quinta-feira, 29/1, tive a honra de receber, na capital paulista, o célebre maestro João Carlos Martins – o maior intérprete de Johann Sebastian Bach na atualidade – que aceitou meu convite para ser o patrono da Campanha da LBV “Criança Nota 10 – Sem Educação não há Futuro!”, que distribuirá este ano 10 mil kits de material escolar entre crianças e adolescentes de vários estados do Brasil. Também prestigiaram o evento, o maestro Eduardo Escalante e o empresário Mario Sergio Castaldelli Finamore.
Na tarde festiva, o criador da Bachiana Filarmônica brindou a todos, tocando ao piano o Hino Nacional Brasileiro, além de reger “Jesus, Alegria dos Homens”, de Bach, belamente interpretada pelo Coral Ecumênico LBV, com a participação dos alunos do Conjunto Educacional da Legião da Boa Vontade, na Av. Rudge, 700, no bairro do Bom Retiro, acompanhado pela pianista Sandra Abrão.
Logo após, foi presenteado com miniatura de um piano de madeira, com os dizeres: “Lembrança dos alunos do Instituto de Educação da Legião da Boa Vontade”, contendo a assinatura dos componentes da Orquestra Infanto-Juvenil da LBV. Os músicos mirins igualmente nos emocionaram ao executarem a “Prece para ter tranquilidade”, melodia que compus para o conforto dos corações e faz parte do oratório “O Mistério de Deus Revelado”.
E as festividades não pararam por aí. A coreografia e o canto da música “O alfabeto”, feitos pelos educandos do primeiro ano do ensino fundamental, encantaram o homenageado. Outra linda apresentação foi a peça teatral “O lápis amarelo”, encenada por um grupo de 20 integrantes do quinto ano, que destaca a importância da educação.
Além do talento nato, João Carlos corporifica uma saga prodigiosa no suplantar desafios. Diante de um modelo vivo de pertinácia no bem, senti-me tocado em dirigir-lhe umas palavras de respeito e admiração. Trouxe também a público carta que remeti em homenagem a tão ilustre pessoa, em 20 de dezembro de 2008:
Nobre doutor professor João Carlos Martins, estimadíssimo irmão em Cristo Jesus e Maria Santíssima,

Deus está presente!

Salve, Bach! Salve, Mendelssohn! Salve, Villa-Lobos!

O que dizer a um ser humano para o qual não há crise insuperável? O caro amigo realmente tem a persistência exaltada pelo Cordeiro de Deus na Alma. Faz bem a todos nós mirar exemplos de Fé e perseverança como os seus. Parabéns!

A música, sua grande vocação, aliada ao seu humanitarismo, possui a especial habilidade de congregar, desde os indivíduos até as nações. Na Legião da Boa Vontade, que prima pelo ecumenismo do coração, ela tem igualmente presença marcante. Eu mesmo, quando posso, modestamente arrisco algumas notas.

Confraternizamos, então, no ideal da Paz, e regidos somos pela batuta do Pai Celestial, Autor do Universo, a mais bela partitura de que temos notícia.

Que a Virgem Santíssima, a Mãe Universal da Cristandade, o proteja na próxima cirurgia.

E que o natal permanente de Jesus, o Cristo ecumênico, ilumine sempre o seu extraordinário destino.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Para sempre seja louvado!

Viva Jesus!

Momento mágico

De posse da palavra, o criador da Orquestra Bachiana Jovem, emocionado, revelou: “Nestes últimos anos, tenho acompanhado a LBV através de Paiva Netto, este grande humanitarista, esta pessoa que é um simbolismo, um ícone neste País. E fico empolgado quando vejo o trabalho da Legião da Boa Vontade. Assim, desde a primeira vez que fui procurado por vocês, imediatamente disse que gostaria de ser uma espécie de voluntário da LBV”. Ainda na ocasião, o famoso maestro comentou que “é através da música que uma pessoa consegue tocar no coração de outra. Foi através da música que encontrei o caminho da solidariedade, o caminho de Deus, no qual pudesse transmitir todos os dons que, graças a Deus, recebi Dele, retribuindo isto para as crianças e para os jovens do nosso país. Assim sendo, é um momento mágico para mim estar presente numa data importante como hoje. Obrigado!”.
Na oportunidade, o aplaudido filantropo fez questão de entregar kits da campanha aos estudantes que cursam a educação infantil e os ensinos fundamental e médio na escola da LBV de São Paulo.
Meus agradecimentos ao notável professor João Carlos Martins pelo nobre gesto de apoiar a LBV nesta grande empreitada em prol da Educação em nosso país.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@uol.com.br — www.boavontade.com

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Mar 03

Paiva Netto
A posse de Barack Obama para presidir os Estados Unidos continua pautando o noticiário em todo o mundo. Sociólogos, cientistas políticos, economistas, os chamados profetas laicos, não têm mais sossego: o tempo inteiro são procurados pela mídia para apresentar suas previsões e análises sobre o significado do governo Obama e os prováveis efeitos de sua administração para o planeta. Esse histórico acontecimento, de fato, despertou a atenção geral.
Quando da vitória do senador democrata, recebi diversas manifestações de leitores referentes a meu artigo “Martin Luther King, Barack Obama e protecionismo”, em que abordo esse episódio inédito, principalmente pelo aspecto racial, com repercussão não somente nos Estados Unidos.

Correspondência
Émerson Damásio, administrador de empresas, de São Paulo/SP, expressou sua opinião: “(…) Mesmo antes de ler sua matéria, senti, no título, um forte impacto. Naquele instante, pensei: traz em si um recado extraordinário. (…) Quando pede a Deus que ampare o Obama, reforça a compreensão de que, por mais bem-intencionado que seja, evidentemente nenhum governo terá sucesso sem o amparo divino. Afinal, conforme sua afirmação, o governo da Terra começa no céu (…)”.

Senador Paulo Paim na Super RBV
Em entrevista à Super Rede Boa Vontade de Rádio, o ilustre senador da República pelo Rio Grande do Sul Paulo Paim, referindo-se ao artigo, no qual afirmo que o triunfo do candidato democrata, embora não represente o fim do racismo nas terras do Tio Sam, constitui avanço dos mais significativos para bani-lo das consciências, comentou: “A frase está redondinha, completa. Tenho a mesma visão dele. Realmente, não é que com isso não haverá mais racismo nos Estados Unidos ou no mundo. Sabendo que ele existe, temos de combatê-lo. É isso que todos estamos fazendo. Mas, sem sombra de dúvida, foi um momento muito bonito. (…) ‘Martin Luther King, Barack Obama e protecionismo’ é um belo artigo”.

Em tempo
Em “Jesus, o Libertador Divino”, da editora Elevação, aponto que (…) a verdadeira alforria do ser humano e de seu espírito imortal será aquela fortalecida pela cultura do respeito mútuo, cuja riqueza consiste na multiplicidade de ideias em favor da paz entre todos. Igualmente virá pela instrução e pela educação, iluminadas pelo sentido da espiritualidade ecumênica, que é amor e justiça, ciência e amor para todas as etnias.

Lá e cá
Obama lá.
E Obama cá?
Voltarei ao assunto.

Gabriela
O portal Boa Vontade (www.boavontade.com) publicou:
“Concorrida noite de autógrafos realizada na livraria Cultura, instalada na São Paulo Fashion Week, marcou o lançamento do livro ‘Eu Que Amo Tanto’, da jornalista, apresentadora, atriz, cantora e escritora Marília Gabriela. A obra relata histórias de 13 mulheres que ‘passaram do amor para a patologia no amor’, define a autora”.
Na ocasião, a querida Gabi concedeu entrevista à Boa Vontade TV e teve a fineza de autografar-me um exemplar: “Ao Paiva Netto, muito amor, sempre!”.
Linda Gabriela, eu lha agradeço também com “muito amor, sempre!”.
José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@uol.com.brwww.boavontade.com

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Jul 16

Para marca a data do Dia Nacional do Futebol, comemorado no dia 19 de
julho, as Crianças atendidas pela Legião da Boa Vontade – LBV, farão uma
homenagem aos jogadores do Esporte Clube Vitória nesta sexta-feira dia
18 a partir das 14h no Estádio Manuel Barradas – Barradão.

O objetivo
Com o contato direto com o esportista, despertar na criança o interesse
pela prática de esporte, além de estimular e manter uma interação
efetiva que contribua para o seu desenvolvimento integral.

Símbolo de determinação, garra, concentração e superação, o esportista
não mede esforços para alcançar o objetivo almejado. Ele é um ídolo
quando faz seu povo amá-lo tanto quanto consegue amar profundamente sua
profissão.

Marcel Machado
Assessoria de Comunicação
( 71)9163-5550/3234-9300

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Jun 12

Paiva Netto

Doze de junho, Dia dos Namorados, se aproxima! Em virtude de data tão inspiradora, selecionei trechos de palestras que realizei, numa singela homenagem aos que se amam:

Quando a gente ama, as primaveras e alguns invernos (risos) vão passando, e até a aparência corporal não perde a graça. Falo de Amor, é claro! É como um bom vinho: sempre melhor com o decorrer dos anos, desde que não o deixemos azedar.

Amor é como o cinqüentenário que reuniu por tantos anos Zélia (1916-2008) e Jorge Amado (1912-2001):

“Tomo da mão de minha namorada, cúmplice da aventura há mais de meio século, co-piloto na navegação de cabotagem: vamos sair de férias, mulher, bem as merecemos após tanto dia e noite de trabalho na escrita e na invenção. Vamos de passeio, sem obrigações, sem compromissos, vamos vagabundear sem montra de relógio, sem roteiro, anônimos viandantes”.

Alziro Zarur (1914-1979), poeta, costumava dizer: “O Amor é todo o encanto da vida. A vida sem Amor não vale nada”.

A beleza do Espírito

Se você namorar e casar só por causa da formosura e do corpo sarado, poderá dar-se mal um dia, pois a fascinação exterior passará como o vento. Contudo, se for unir-se porque tem Amor, o encanto físico com o tempo poderá não ser o mesmo; porém, você amará como amou quando jovem, e com mais maturidade. O tempo ensina, ensina. Só não aprende quem não quer.

Senão, que amor é esse? Não terá passado de sentimento falso. Mas, se constituir matrimônio verdadeiramente motivado por forte bem-querer, a felicidade crescerá como as árvores seculares, porque o Amor será infinito.

A beleza é coisa primorosa. O Amor, todavia, é muito maior do que tudo isso. Ele estabelece a simpatia. E este é o atrativo que não morre, a graça eterna do Espírito. Nem a morte separa os que se amam.

Lembro-me de um instrutivo canto de Zarur, no seu poema “Aos Casais Legionários”: (…) “Não é o corpo que atrai: / É o Espírito que ama”. (…)

O princípio básico do Ser

O Amor provém da Alma. Do contrário, pode morrer na noite de núpcias… Mas, se tiver como alicerce o Espírito e o coração de ambos os amantes, aí a lua-de-mel se repetirá por toda a vida, apesar das rusgas que sempre ponteiam a convivência de um casal.

Amor fica, desejo passa

Certa vez, perguntado, aconselhei alguém que não se apressasse no seu namorisco. Bem parecido com o que afirmei no Congresso Jovem LBV, realizado em 28 de junho de 2003, na capital paulista, e a turma gostou, pelo que fiquei sabendo. Em determinado momento, disse-lhes: Vocês que são jovens, cuidado quando lhes disserem: “Eu te amo! Dá-me um sinal, uma prova de amor…”. Prestem atenção se isso lhes for pedido, porque o outro, ou a outra, pode estar apenas ocultando: “Eu te desejo!” Depois que a atração se for, oh!, tudo acabará! E um dos dois poderá ficar machucado, como tantas vezes acontece. Não se precipitem, pois! Amor é diferente de desejo. Amor fica, desejo passa.

Quando o desafio aparecer no caminho dos casais, a reflexão mais apropriada seria: “Ora, nós nos unimos por quê?! Porque nos amávamos! Então, continuemo-nos amando e vençamos o mal que porventura nos queira separar”. E não deixem ninguém meter o bedelho em suas vidas.

Eis aí! Casal unido é aquele que vive integrado no Pai Supremo, cuja face é o Amor. Portanto, quanto mais amamos, mais Ele se manifesta em nós, porque o Amor não é velho nem novo. É eterno, porque é Deus.

E, se você não crê que exista um Poder Soberano atento às suas dificuldades, lembre-se de que os bons sentimentos são a sustentação de sua vida, de tal forma que esteja em paz consigo mesma ou consigo mesmo.

O essencial é que, passados os anos, criados os filhos, vencidas as dores e superados os empecilhos, vivamos sempre como namorados!

É difícil neste mundo? Mas não é impossível.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@uol.com.br

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Jun 12

Viver no presente momento é administrar o perigo.

Paiva Netto

Atualmente, em vastas regiões da Terra, o simples ato de respirar corresponde à abreviação da vida. Sofrimentos de origem pulmonar e alérgica crescem em progressão geométrica. Hospitais e consultórios de especialistas vivem lotados com as vítimas das mais diferentes impurezas.

Abeirar-se do escapamento de um veículo é suicídio, tal a adulteração de combustível vigente por aí. Isso sem citar os motores desregulados…

Cidades assassinadas

Quando você se aproxima, por estrada, via aérea ou marítima, de grandes centros populacionais do mundo, logo avista paisagem sitiada por oceano de gases nocivos.

Crianças e idosos moram lá… Merecem respeito.

No entanto, de maneira implacável, sua saúde vai sendo minada. A começar pela psíquica, porquanto as mentes humanas vêm padecendo toda espécie de pressões. Por isso, pouco adiantará cercar-se de muros cada vez mais altos, se de antemão a ameaça estiver dentro de casa, atingindo o corpo e a psicologia do ser.

Em cidades praieiras, a despeito do mar, o envenenamento atmosférico avança, sem referência à contaminação das águas e das areias… O que surpreende é constituírem, muitas delas, metrópoles altamente politizadas, e só de algum tempo para cá seus habitantes na verdade despertarem para tão terrível risco.

Despoluir qualquer área urbana ou rural deveria fazer parte do programa corajoso do político que realmente a amasse. Não se pode esperar que isso apenas ocorra quando se torna assunto lucrativo. Ora, nada mais proveitoso do que cuidar do cidadão, o Capital de Deus.

As questões são múltiplas, mas esta é gravíssima: estamos respirando a morte. Encontramo-nos diante de um tipo de progresso que, ao mesmo tempo, espalha ruína. A nossa própria.

Comprova-se a precisão urgente de ampliar em largo espectro a consciência ecológica do Povo, antes que a queda de sua qualidade de vida seja irreversível. Este tem sido o desafio enfrentado por vários idealistas pragmáticos.

Entretanto, por vezes, a ganância revela-se maior que a razão. O descuido no preparo de certas comunidades, para que não esterilizem o solo, mostra-se superior ao instinto de sobrevivência.

A água está acabando

A Tribuna da Imprensa, do veterano Hélio Fernandes, publicou a conclusão de um estudo divulgado pelo instituto independente Worldwatch, com sede nos Estados Unidos: “O gelo ártico perde uma área equivalente à Holanda a cada ano, ou cerca de 34.300 quilômetros quadrados. (…) Como o gelo permanente funciona também como um espelho, refletindo o calor solar e mantendo a temperatura da Terra relativamente fria, teme-se que o atual derretimento multiplique os efeitos devastadores do aquecimento global da atmosfera. Antes da catástrofe, porém, o gelo derretido já vem causando problemas para cidades que dele dependem para seu suprimento de água potável. Lima, no Peru, é um exemplo dramático. Cada um dos seus dez milhões de habitantes dispõe hoje de apenas três metros cúbicos da água proveniente da geleira de Quelccaya, quando, há dez anos, dali eram tirados 30 metros cúbicos”.

Conseqüência do efeito estufa? Uns afirmam que sim; outros, ainda hoje, que não. A verdade é que se trata do resultado da insensatez de gente que não enxerga um palmo adiante do nariz, como satirizava — numa versão da melodia popular de Noel Rosa (1910-1937) — o poeta Pedrinho Bevilacqua, alguns que pensam que sabem, mas não sabem.

Reflexão de Boa Vontade

Nunca como agora se fez tão indispensável unir os esforços de ambientalistas e seus detratores, como também trabalhadores, empresários, o pessoal da mídia, sindicalistas, políticos, militares, advogados, cientistas, religiosos, céticos, ateus, filósofos, sociólogos, antropólogos, artistas, esportistas, professores, médicos, estudantes, donas de casa, chefes de família, barbeiros, taxistas, varredores de rua e demais segmentos da sociedade, na luta contra a fome e pela conservação da vida no Planeta. O assunto tornou-se dramático, e suas perspectivas, trágicas. Pelos mesmos motivos, urge o fortalecimento de um ecumenismo que supere barreiras, aplaque ódios, promova a troca de experiências que instiguem a criatividade global, corroborando o valor da cooperação sócio-humanitária das parcerias, como, por exemplo, nas cooperativas populares em que as mulheres têm grande desempenho, destacado o fato de que são frontalmente contra o desperdício. Há muito que aprender uns com os outros. Um roteiro diverso, comprovadamente, é o da violência, da brutalidade, das guerras, que invadiram os lares em todo o orbe. Resumindo: cada vez que suplantarmos arrogância e preconceito, existirá sempre o que absorver de justo e bom com todos os componentes desta ampla “Arca de Noé”, que é o mundo globalizado de hoje.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@uol.com.br

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Trecho extraído do artigo “Oito Objetivos do Milênio”, de autoria de Paiva Netto, publicado na revista Globalização do Amor Fraterno. Inicialmente editada em português, francês, inglês e esperanto, a mensagem foi encaminhada pelo dirigente da Legião da Boa Vontade à reunião do High-Level Segment 2007, do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (Ecosoc) — no qual a LBV possui status consultivo geral. O encontro ocorreu no Palais des Nations, escritório central da ONU em Genebra (Suíça).

Mar 18

O II Fórum-Feira de Inovações Rede Sociedade Solidária, promovido pela Legião da Boa
Vontade (LBV), com o suporte do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da
Organização das Nações Unidas (UN/Desa) e o apoio do Centro de Informação das Nações
Unidas no Brasil (UNIC Rio), acontece em Salvador/BA, no próximo dia 17 de março, às
13h. O Forte de Nossa Senhora de Monte Serrat será o palco que reunirá lideranças
dos três setores e do meio acadêmico com a finalidade de identificar e compartilhar
práticas de sucesso locais que possam ser replicadas como novas tecnologias,
contribuindo para o alcance da sustentabilidade social, ambiental e econômica do
Brasil e da América Latina.

Regido pelo tema “Desenvolvimento Sustentável” * orientação do Conselho Econômico e
Social (Ecosoc), órgão da Organização das Nações Unidas (ONU) em que a LBV possui
status consultivo geral desde 1999 *, em Salvador o enfoque volta-se para “resíduos
sólidos”. Com o fórum, as Nações Unidas esperam avaliar os avanços de governos e da
sociedade latino-americana e incentivar a troca de experiências que garantam o
cumprimento dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs) * conjunto de
metas acordado pelos 190 países membros da ONU a ser alcançado até 2015.

A Dra. Michele Billant-Fedoroff, chefe adjunta da Seção de ONGs  do UN/Desa, estará
presente no evento como representante oficial da ONU. Em entrevista à LBV, comentou
sua expectativa de participar desta segunda edição da feira: “Buscaremos fazer o
melhor para atender as necessidades das ONGs presentes nesses eventos, responder a
suas perguntas e oferecer a assistência de que elas precisam, colaborando, desse
modo, para o trabalho das Nações Unidas e o fortalecimento do vínculo da ONU com as
organizações de base”.

Os painéis abordarão diferentes sub-temas com amostragem de casos de sucesso,
produção científica e exposição de objetos como bijuterias, brinquedos, vestuário e
móveis, produzidos com materiais reciclados e/ou reutilizados que apresentam bons
resultados no reaproveitamento dos resíduos sólidos.

O fechamento será abrilhantado por um desfile de artistas da mídia baiana com peças
do estilista Joel Modas e do artista plástico e estilista Levite Bahia, produzidas
também com materiais recicláveis e/ou reutilizáveis. As personalidades que abraçaram
a causa e desfilarão com as vestimentas são as cantoras Márcia Short, Carla Visse,
Nara Costa, Kátia Gima, Gilmelândia; os cantores Djario e Djairdo; o ator Luis
Miranda; e a dançarina Roseane Pinheiro. Não somente em roupas, mas em outros
produtos, como bijuterias, brinquedos, vestuário e móveis serão expostos exposição
serão mostrados

O II Fórum-Feira de Inovações Rede Sociedade Solidária está percorrendo as cidades
de Belo Horizonte/MG, Rio de Janeiro/RJ, Manaus/AM, Brasília/DF, São Paulo/SP, Porto
Alegre/RS e em Buenos Aires, na Argentina. Ao final dos encontros, a LBV elaborará
um relatório que será encaminhado ao Ecosoc, em contribuição à Reunião do Alto
Segmento (High-Level Segment) desse órgão.

O Forte Monte Serrat está localizado no limite norte da cidade, R. Santa Rita Durão,
Ponta de Humaitá, tel.: (71) 32349300.

Marcel Machado
Assessoria de Comunicação  Sugestão de pauta
(71)9163-5550 /32349300

Jan 31

 Mundo em guerra, ou melhor, mundo sempre em guerra. Então, é igualmente hora, no raiar de mais um ano, de falar na Paz e de lutar por ela, até que seja alcançada, incluída a paz no trânsito, em que os desastres vitimam tanta gente. Um dos perigos que a Humanidade atravessa é a vulgarização do sofrimento. De tanto assistir a ele pela necessária mídia, parcela dos povos pode passar a tê-lo como coisa que não possa ser mudada. Eis o massacre da tranqüilidade entre pessoas e nações quando se deixam arrastar pelo “irremediável”. Ora, tudo é possível melhorar ou corrigir nesta vida, como no exemplo de Bogotá.             

Todos estão profundamente preocupados com a selvageria que campeia na Terra, à cata de uma solução para pelo menos diminuir a violência, que saiu dos lugares ocultos, das madrugadas sombrias, ganhou as ruas e os lares, pois invadiu as mentes. Contudo, hoje, cresce o entendimento de que, se há violência, não é só problema dos governos, das organizações policiais, marcantemente, porém, um desafio para todos nós, sociedade. Se ela saiu da noite escura e mostrou-se à luz do dia, é porque habita o íntimo das criaturas. Existindo nas almas e nos corações, se fará presente onde estiver o ser humano.

Sociedade solidária e altruística

 Debate-se em toda a parte a brutalidade infrene e fica-se cada vez mais perplexo por não se achar uma eficiente saída, apesar de tantas teses brilhantes. É que a resposta não está longe, e sim perto de nós: Deus, que não é uma ilusão. Paulo Apóstolo dizia: “Vós sois o Templo do Deus Vivo”. Ora, João Evangelista, por sua vez, asseverou que “Deus é Amor”. Jesus, o Cristo Ecumênico, pelos milênios, vem pacientemente ensinando e esperando que, por fim, aprendamos a viver em comunidade. Trata-se da perspectiva nascida do Seu coração, que é solidária e altruística, firmada no Seu Mandamento Novo: “Amai-vos como Eu vos amei” (Evangelho, segundo João, 13:34), a lei da solidariedade espiritual e humana, sem o que jamais este planeta conhecerá a justiça social verdadeira.                       Num futuro que nós, civis e militares de bom senso, desejamos próximo, não mais se firmará a paz sob as esteiras rolantes de tanques ou ao troar de canhões; sobre pilhas de cadáveres ou multidões de viúvas e órfãos; nem mesmo sobre grandiosas realizações de progresso material sem Deus. Isto é, sem o correspondente avanço ético, moral e espiritual.

Outro paradigma

 Deve haver um paradigma para a Paz. Qual? Os governantes do mundo? Todavia, na era contemporânea, enquanto se põem a discuti-la, seus países progressivamente se armam. Tem sido assim a história da “civilização”… “Quousque tandem, Catilina?” (Até quando, Catilina?) A Sabedoria Divina, no entanto, adverte que, se queremos a Paz, devemos preparar-nos para ela. E Jesus nos apresentou um excelente caminho: “Minha Paz vos deixo, minha Paz vos dou. Eu não vos dou a paz do mundo. Eu vos dou a Paz de Deus, que o mundo não vos pode dar. Não se turbe o vosso coração nem se arreceie, porque estarei convosco, todos os dias, até o fim dos tempos”. Que tal experimentá-lo? José de Paiva Netto ? Jornalista, radialista e escritor. paivanetto@uol.com.br  

Jan 31

É de Aristóteles (384-322 a.C.) o ensinamento a seguir: “Todos quantos têm meditado na arte de governar o gênero humano acabam por se convencer de que a sorte dos impérios depende da educação da mocidade”. Tem razão o estagirita. Educação e Cultura com Espiritualidade Ecumênica para o Povo, desde a infância, destacam-se entre as preocupações maiores da Legião da Boa Vontade (LBV), ao lado de sua aplaudida Promoção Humana e Social. Aliás, na verdadeira Democracia todos têm direito à liberdade de expressão, à alimentação, à boa Educação, à Cultura, à saúde e ao trabalho, com a indispensável espiritualização do sentimento humano, em qualquer estágio histórico da evolução social das nações.  Daí há tanto tempo afirmar que Amor, Carinho e Afeto são medicamentos para a cura de doenças psíquicas que prejudicam a absorção das lições necessárias ao desenvolvimento intelectual dos estudantes. O bom gosto da vida é o aprendizado infinito.No ensino, reside a grande meta a ser atingida, já! E vamos mais longe: somente a Reeducação, até mesmo da própria Educação, como preconizava Alziro Zarur (1914-1979), pode garantir-nos dias de prosperidade e harmonia.A escola não substitui o lar — Cabe, aqui, também recordar trecho do artigo que publiquei na Folha de S.Paulo, Brasil, em 27 de julho de 1986: A escola é imprescindível, mas não substitui o lar. O Estado e a sociedade têm de, unidos, gerir soluções para que as famílias criem e eduquem dignamente os seus filhos.  A orfandade dos educadores – Em meu livro Dialética da Boa Vontade (1987), na época da dicotomia comunismo–capitalismo, escrevi: Na verdade, falta um tratamento digno aos professores, que são órfãos de um sistema econômico desumano, que vigora em várias regiões do mundo. Para argumentar, podemos dizer que — onde lhes são permitidas melhores condições de existência material — lhes é negado o direito de pensar e sentir e — onde não lhes é vedada a ação de pensar — não lhes é concedido sobreviver decentemente…Preparação eficaz – O Espírito tem lugar preponderante no nosso labor. Entretanto, na preparação de jovens e adultos para a subsistência neste mundo material de tecnologia jamais vista e, paradoxalmente, na atualidade, tão instável para os que labutam pelo futuro próprio, devemos levar na mais alta consideração que os educandos têm de ser com eficiência qualificados para a exigente demanda do acirrado mercado de trabalho. E mais: de tal maneira que não persigam um caminho em que a profissão para a qual se prepararam não mais exista ao fim do curso. É essencial, pois, receberem formação eficaz para que sejam arrojados, empreendedores, de modo que possam suplantar os fatos supervenientes que, a qualquer instante, desafiam a sociedade, assustando multidões. (…) De nada adiantarão, portanto — digamos para argumentar —, planejamentos audaciosos se não houver quem tenha sido devidamente preparado para desenvolvê-los. Por isso mesmo, cuida do Espírito, reforma o Ser Humano, e tudo se transformará! O Amor é o grande campeão das mais difíceis batalhas.

Jan 31

Em 21 de janeiro, celebrou-se o Dia Mundial da Religião. Na “Folha de S.Paulo”, década de 1980, argüido por um leitor, ponderei que não vejo religião como ringues de luta livre, nos quais as muitas crenças se violentam no ataque ou na defesa de princípios, ou de Deus, que é amor e que, por isso, não pode aprovar manifestações de ódio em Seu Santo Nome nem precisa da defesa raivosa de quem quer que seja. Alziro Zarur (1914-1979) dizia que “o maior criminoso do mundo é aquele que prega o ódio em nome de Deus”.Compreendo religião como solidariedade, respeito à vida, iluminação do espírito, que todos somos. Só posso entendê-la como algo dinâmico, vivo, pragmático, altruisticamente realizador, que abre caminhos de luz nas almas e que, por essa razão, deve estar na vanguarda ética. Não a entenderia, se não atuasse também de modo sensato na transformação das realidades tristes que ainda atormentam os povos. Esses, cada vez mais, andam necessitados de Deus, que é antídoto para os males espirituais e morais, por conseqüência os sociais, incluídos o imobilismo, o sectarismo e a intolerância degeneradores, que obscurecem o Espírito das multidões. (…) E, de maneira alguma, deve-se excluir os ateus de qualquer providência que venha beneficiar o mundo.Religião é para tornar o ser humano melhor, integrando-o no seu Criador, pelo exercício da fraternidade e da justiça entre as Suas criaturas. Com apurado senso de oportunidade, preconiza o Profeta Maomé, no Corão Sagrado: “Cremos no que nos foi revelado e no que vos foi revelado. Nosso Deus e vosso Deus é o mesmo. A Ele nos submetemos”.

Deus, Sabedoria e Entendimento — O Pai Celestial é fonte inesgotável de sabedoria e entendimento, quando não analisado sob forma estereotipada ou caricaturada. Vem-me à lembrança estas palavras de Santa Teresa de Ávila (1515-1582): “Procuremos sempre olhar as virtudes e as coisas boas que virmos nos outros e tapar-lhes os defeitos com os nossos grandes pecados”.
Tudo evolui. Ontem se afirmava que a Terra seria o centro do Universo. Por que então as crenças teriam de parar no tempo? Pelo contrário, religião, quando sinônimo de misericórdia, tem de iluminar harmoniosamente os demais extratos do pensamento. Bem a propósito, esta meditação do nada menos que cético Voltaire (1694-1778): “A tolerância é tão necessária na política como na religião. Só o orgulho é intolerante”. (…)

Para amainar a frieza de coração — Cabe ainda recordar esta máxima abrangente de Zarur: “Religião, filosofia, ciência e política são quatro aspectos da mesma verdade, que é Deus”.
Ora, querer conservar esses ramos do saber universal confinados em departamentos estanques, ou em preconceituoso conflito, tem sido a origem de muitos males que nos afligem, em especial tratando-se de religião, entendida no mais alto sentido. É principalmente de sua área que deve provir o espírito solidário, que, se às demais faltando, resulta na frieza de sentimentos a qual vem caracterizando as relações humanas, mormente nestes últimos tempos.

Educação com espiritualidade ecumênica —  A ausência de fraternidade tem suscitado grande defasagem entre progresso material e amadurecimento moral e espiritual. Mas é sempre hora de aplacar ressentimentos. Entretanto, não haverá paz enquanto persistirem cruéis discriminações e desníveis sociais criminosos, provocados pela ganância, que, por meio de eficiente educação com espiritualidade ecumênica, devemos combater. Se não optarmos por caminhos semelhantes, estaremos sentenciados à realidade denunciada pelo Gandhi (1869-1948): “Olho por olho, e a humanidade acabará cega”.
Sempre um bom termo pode surgir quando os indivíduos nele lealmente se empenham. E isso tem feito que a civilização, pelo menos o que temos visto por aí como tal, milagrosamente sobreviva aos seus piores tempos de loucura. A sabedoria do “Talmud” dá o seu recado prático: “A paz é para o mundo o que o fermento é para a massa”. Exato.Há quem prefira referir-se ao espírito religioso, exaltando desvios patológicos ocorridos no transcorrer dos milênios. (De modo algum incluo nestes comentários os historiadores e analistas de bom senso). Creio que essa conduta beligerante, que manchou de sangue a História, deva ser distanciada de nossos corações, por força de atos justos, porquanto maiores são as razões que nos devem confraternizar do que as que servem para acirrar rancores. O ódio é arma voltada contra o peito de quem odeia. Muito oportuna, então, esta advertência do Pastor Martin Luther King (1929-1968), que não negou a própria vida aos ideais que defendeu: “Aprendemos a voar como os pássaros e a nadar como os peixes, mas não a arte de conviver como irmãos”. O milagre que Deus espera dos seres humanos é que aprendam a amar-se, para que não ensandeçam de vez, como na pesquisa para o uso bélico da antimatéria.O melhor altar para a veneração do Criador são Suas criaturas. Torna-se urgente que a Humanidade tenha humanidade.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor. É Presidente das Instituições da Boa Vontade.

Jan 31

O Natal de Jesus se aproxima. E não há melhor oportunidade para desejar-lhes um próspero Ano-Novo. O Salvador dos povos passou pela Terra e, para trazer-nos a libertação espiritual, teve de pagar pesado tributo. Mas venceu. Venceu e deixou o ensinamento de que, ao látego da dor, surge a Luz.O sofrimento não abate a alma do ser humano integrado Nele, o Cristo Ecumênico. Pelo contrário, ergue o indivíduo ao seio compassivo do Seu Criador. Ali a pessoa se aquece, pois encontra o Lume inapagável da Celeste Caridade. E conhece, enfim, a verdadeira realização material e espiritual.E vê! Vê, mesmo no plano das formas, além das estritas fronteiras do horizonte terrestre, que não mais pode amesquinhar suas visões do Mundo Infinito, em que impera a alegria inefável do Natal Permanente. E ela, a criatura, começa a distinguir de onde vem um poder que não se abastarda na promiscuidade dos lamaçais das corrupções humanas. E assim se vai libertando do mal.  É Natal! — Mais uma vez não morreu a Esperança, porquanto Jesus de novo nasce, como a ressuscitar, todos os dias, nos corações dos que O amam.  

Prece — E a Ele, Jesus, dirigimos esta súplica.

Glória Te damos, ó Sublime Redentor; porque, se ressuscitaste, como assim realmente ocorreu, O fizeste para que nos mantenhamos vivos no Teu Amor, na Tua Clemência, na Tua Compassividade, porém vivos, também, na Tua Justiça.Cremos em Ti, e este é, finalmente, o verdadeiro tesouro que nos sustenta e nos acompanha pela existência eterna. Sentimo-nos, sem vaidades, orgulhosos por ser Legionários da LBV, Cristãos do Teu Novo Mandamento, colaboradores e voluntários da Boa Vontade Divina.As lutas servem para em Ti nos fortalecer, ó Libertador Sagrado, que nos livras das injustiças do mundo. Servir-Te, Jesus, é privilégio dos que já compreenderam a real destinação dos peregrinos das estradas terrenas. Se as pedras ferem os pés desnudos, o coração e a mente aprendem a perseverar na trilha que, com infalibilidade, conduz o que persiste no momento de, redimido, beijar-Te as mãos e, como o fizeste há dois milênios aos Teus Apóstolos, lavar-Te os pés; pois, igualmente Tu, Razão de nossas vidas, caminhaste, descendo até nós, enquanto, por Teu Amor, por Tua Misericórdia, subimos ao Teu encontro.Eis mais um ato da Tua Generosidade Infinita.Contigo desejamos permanecer, laboriosos, visto que não aprovas a ociosidade, aguardando o toque da trombeta de Josafá, isto é, o sinal da transição dos tempos. Gratos, Senhor, pela Fé que diviniza e com a qual nos revestiste, de modo que não precisemos esperar a morte para mais claramente ver-Te e filialmente servir-Te.Somos Teus tutelados!Que mais poderíamos ambicionar, conquanto és o precioso tesouro, aquele que o ser humano instintivamente busca, muita vez sem ao menos saber, em toda essa grandeza, defini-lo sequer? Amor Fraterno também é um nome Teu!Glória a Ti, Jesus, ó Ressuscitado Celeste, que nos tiraste, pelo Teu Indescritível Sacrifício, da orfandade para os braços do Divino Pai. Não mais vivemos perdidos nos chavascais da intolerância de todos os matizes. Aceita-nos, Senhor, como Teus humildes cireneus. Glória a Ti, portanto, Jesus, Bússola para a nossa acertada marcha. Dela, dessa Bússola que és Tu, jamais abriremos mão.Que assim seja!Glória a Deus nas Alturas, Paz na Terra aos Homens, às Mulheres, aos Jovens, às Crianças e aos Espíritos da Boa Vontade de Deus!

Quem confia em Jesus não perde o seu tempo!, porque Ele é o grande Amigo que não abandona amigo no meio do caminho.

José de Paiva Netto – Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@uol.com.br 

Aug 07



Da LBV dos Estados Unidos, Danilo Parmegiani informa-nos que a Seção de ONGs do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas, na coordenação da dra. Michele Fedoroff, disponibilizou um blog na internet (www.amrif.blogspot.com), no qual destaca as ações da LBV como a representação das Américas na conferência mundial do Ecosoc High-Level Segment 2007, que abordou o combate à pobreza e à fome, neste mês, no escritório da ONU em Genebra. Na página é possível assistir a um vídeo sobre o trabalho da instituição brasileira; conferir mais de duzentas fotos da sua atuação no encontro e ainda fazer download da revista “Globalização do Amor Fraterno”, nos idiomas inglês e francês. Dessa minha mensagem especial, entregue aos chefes de estado e participantes dos 192 países presentes, trago parte do intróito:

Em “Reflexões da Alma”, que lancei em 2003, ressalto um trecho notável do Preâmbulo da Constituição da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – Unesco, aprovada em 16 de novembro de 1945, por julgar que outro caminho para a Humanidade será o da destruição: “– Se as guerras nascem na mente dos homens, é na mente dos homens que devem ser construídos os baluartes da paz.”

Realmente, urge promover as propostas de real entendimento, outro caminho para os povos será o do remédio amargo.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor. É Diretor-Presidente da Legião da Boa Vontade.

Aug 07


 

Dona Rosalina, Dr. Carrel e o Poder da Prece.

Constantemente me chegam cartas, bilhetes, recados daqueles que enfrentam grandes padecimentos. São mães cujos filhos morreram, pais lutando para afastar seres queridos do vício, jovens à procura de um rumo certo, gente fragilizada por um mal incurável, velhinhos abandonados por quem lhes deveria proteger a existência. E, igualmente, há o problema da “solidão acompanhada”. Talvez seja um dos fatores pelos quais algumas pessoas hoje se expõem tanto, como a dizer, apesar de toda a proclamação de sucesso que se lhes fazem: “— Hei, estou aqui! Também tenho coração!”

Uma senhora, a quem chamarei Dona Rosalina, é uma dessas criaturas sofridas que anseiam, pelo menos, por uma palavra de conforto. Não vou entrar na particularidade do seu caso. Mas posso revelar uma pequena sugestão que lhe fiz e que, segundo me relata, lhe tem servido de apoio.

Vali-me de minha própria experiência. Nas horas de dificuldade, quando parece que não há saídas para certas questões, recorro à oração e ga­nho forças para o trabalho. E não me tenho arrependido, ao seguir o lema do venerável São Bento (480-547): “Ora et labora”.

Passei-lhe então uma prece que, pela primeira vez, ouvi do saudoso mineiro de Santos Dumont Geraldo de Aquino (1912-1984). Espero que sirva a quem me honra com a atenção, se, na lide diária, estiver atravessando provações que, às vezes, não pode revelar ao maior amigo ou à mais sincera confidente. Ninguém, religioso ou ateu, se encontra livre disso.

Essa oração, desde o nome, invoca um sentido de que todos necessitamos: Caridade (Charitas, em latim), que aprimora o relacionamento das criaturas que buscam ver no semelhante algo além de um saco de carne ou fonte inesgotável de exploração. A Caridade não é cativa da acepção restritíssima a que alguns a querem condenar. Trata-se da mais elevada política. Ilumina o Espírito do cidadão. Por que perder a Esperança? Ela inflama a coragem da gente. A primeira vítima do desespero é o desesperado. Como costumo afirmar: “A Esperança não morre nunca”.

(Continua)

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor. É Diretor-Presidente da Legião da Boa Vontade.

Jul 09

LEGIAO DA BOA VONTADE

Jun 22

A Paz desarmada jamais resultará apenas dos acordos políticos, todavia, igualmente, de uma profunda sublimação do espírito religioso. Como grandes feitos muitas vezes têm suas raízes em iniciativas simples, mas práticas e verdadeiras, de gente que, com toda a coragem, partiu da teoria para a ação, com a força da autoridade de seus atos universalmente reconhecidos, valhamo-nos deste ensinamento de Abraão Lincoln (1809-1865): “Quando pratico o Bem, sinto-me bem; quando pratico o mal, sinto-me mal. Eis a minha religião”. Ora, ninguém nunca poderá chamar o velho Abe de incréu…
Dinheiro e fama podem tornar-se um pesado fardo para o Ser Humano. Dificilmente trazem felicidade. A não ser à medida que correspondam a benefícios promovidos em favor do coletivo. Eis um caminho para a Paz entre aqueles que tudo têm e os que necessitam de auxílio: Solidariedade.Quando Você compreende o sentido da renúncia, aprende a amar. É nesse momento que a felicidade genuinamente se apossa do seu coração. Lição do Bhagavad-Gita: “Conhece a Paz quem esqueceu o desejo”. 
Pensamento firmado na Paz — Transformações perenes com freqüência surgem nos instantes de grande agitação histórica. Os tenazes crescem em tempos de refrega. Se o fizerem com o pensamento firmado na Paz, o efeito de seus esforços marcará sua passagem pela Terra com o sinete da Luz. O ilustre médico brasileiro Dr. Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti (1831-1900) ensinava que “se aspiramos transmitir a Paz, se queremos elevar o coração da criatura, não podemos prescindir, em nossas vidas, de uma profunda e radical mudança na busca do fortalecimento da Fé e do entendimento dela”.

O efeito da Justiça será a Paz — Os povos geralmente conseguem sobreviver às maiores confusões que lhes atravessam o caminho. É muito boa essa teimosia, esse bom senso de tanta gente que fundamenta as suas ações na Coragem, como também no Amor, no Bem, na Solidariedade, na Fraternidade e na Razão esclarecida pelo raciocínio iluminado por Deus. No entanto, nunca no fanatismo.Tamanho denodo é que tem feito a Humanidade subsistir a tanta loucura. A seguinte lição de Isaías, no seu livro do Antigo Testamento da Bíblia Sagrada (32:17), referenda essa realidade quando afirma: “O efeito da Justiça será Paz, e o fruto da Justiça, repouso e segurança para sempre”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor. É Diretor-Presidente da Legião da Boa Vontade.