História

Américo VespúcioEm língua tupi, a expressão “itaparica” significa “cerca de pedra”. A ilha foi descoberta em 1º de novembro de 1501 por Américo Vespúcio, juntamente com a Baía de Todos os Santos.

A sua ocupação deu-se a partir de um pequeno núcleo de povoamento fundado por jesuítas na contra-costa em 1560, onde hoje se localiza a vila de Baiacu – então denominada como Vila do Senhor da Vera Cruz. Nesse período foi nela iniciada a primeira plantação de cana-de-açúcar, assim como a cultura do trigo, tendo recebido os primeiros exemplares de gado bovino. Foi ainda em Baiacu que aqueles religiosos fizeram erguer a primeira obra de engenharia hidráulica da colônia: uma barragem para o suprimento de água potável e para os serviços da povoação.

A riqueza gerada nesse curto espaço de tempo levou a que Corsários ingleses atacassem a ilha já em 1597. Entre os anos de 1600 e 1647 foi invadida pelos holandeses. Durante a última destas invasões os holandeses chegaram a construir um forte, na cidade de Itaparica, denominado Forte de São Lourenço na ilha de Itaparica.

Foi em Itaparica que se assentou a primeira máquina a vapor em terras brasileiras, no engenho de Ingá-Açu.

A ilha foi emancipada de Salvador em 8 de Agosto de 1833 e elevada à cidade em 30 de julho de 1962. Posteriormente o município foi desmembrado em dois: o de Itaparica e o de Vera Cruz.

Os registros históricos sobre a ilha são riquíssimos, destacando-se a vinda, em 1510, do navegador português Diogo Álvaro Correia, o “Caramuru” que, enamorado da princesa tupinambá “Paraguaçu”, filha do cacique Taparica, desposou-a, fundamentando, a partir desta união, a junção das raças européia e indígena, formando então a primeira família genuinamente brasileira.

Gravura Tupi

Os índios Tupinambás foram os primeiros habitantes da ilha, daí a origem do seu nome. Conta uma das lendas que Itaparica vem do Tupi e significa “cerca feita de pedras”, por causa dos arrecifes que contornam toda a costa da ilha.

A sua beleza foi reconhecida desde o seu descobrimento. Em 1763, Itaparica, que era a maior ilha da colônia, chamou a atenção pelos seus 246 km² de vegetação exuberante, manguezais, restingas e belíssimas praias de águas cristalinas. Foi então incorporada aos bens da coroa, iniciando assim o seu desenvolvimento econômico com a plantação de cana de açúcar, trigo e criação de gado, ainda no século XVI. Depois veio a pesca das baleias em escala industrial, a maior atividade econômica nos séculos XVII e XVIII. Neste período, antigos e belíssimos sobrados existentes até hoje, hospedaram imperadores brasileiros, como D. Pedro I e D. Pedro II.

Lenda Indígena
Conta a lenda indígena tupinambá, que no começo do mundo, um majestoso pássaro de plumas brancas alçou vôo do centro do universo e seguiu dias e noites sem parar, à procura do paraíso para pousar. Quando avistou o local que buscava, caiu exausto sobre ele e morreu. No seu leito de morte, suas longas asas transformaram-se em praias e, no lugar em que o coração bateu, a terra abriu-se formando uma grande e profunda depressão que as águas do mar invadiram, reservando seu centro para uma ilha que seria a rainha de todas as outras. Assim nasceu Kirymuré, para os índios. A história que está nos livros conta que Américo Vespúcio vislumbrou “uma grande e bela baía” no dia 1º de novembro de 1501, e chamou-a de Todos os Santos por ser esta a homenagem do dia no calendário católico.

Assim nasceu a Ilha de Itaparica no imaginário de sua população nativa. Um local cheio de beleza, mistérios, magia e muitas histórias sendo contadas nos becos, nas matas, nos bares e nas varandas.

Você sabia? … Que os afamados estaleiros da Ilha de Itaparica era também empório de construções navais da colônia: ali se armou à primeira quilha da Marinha de Guerra no Brasil. Nesta época também existiam 5 destilarias de aguardente, além das fábricas de cal (nove, em meados do século XIX). Porém, a maior atividade econômica da Ilha foi à pesca da baleia, sobretudo durante os séculos XVII e XVIII, por este fato, antes de chamar-se de Itaparica era conhecida como Arraial da Ponta das Baleias.

A ilha de Itaparica está localizada a 13 km (via Ferry-boat) de Salvador e é a maior das 56 ilhas da Baía de Todos os Santos. A ilha possui mais de 40 km de praias, com abundante vegetação tropical, onde predominam exuberantes coqueirais e muita história para contar, tendo defronte a cidade de Salvador, ao longe, separada pela Baía de Todos os Santos. “A ilha”, como é carinhosamente chamada pelos seus moradores, veranistas e turistas, tem 246 km² e 55,000 habitantes distribuídos em dois municípios: Itaparica, onde se localiza a única fonte de água hidromineral a beira mar das Américas, Vera Cruz, que se dá o luxo de ter a sede com outro nome, assim: Vera Cruz, capital: Mar Grande.

Entre Itaparica, sede do município e Cacha Pregos, pontos extremos da costa da ilha, existem praias belíssimas com ótimas condições para banho e segurança. Uma linha de recifes lhe serve de quebra mar, diminuindo a força das ondas e formando um viveiro natural de polvos, lagostas e outros mariscos. A maioria destas praias tem águas rasas, mansas e mornas.

A ilha dispõe e oferecem serviços de qualidade em todos os níveis – restaurantes com deliciosos frutos do mar, passeios de barco, pára-quedismo e uma infinidade de opções de entretenimentos.

Caramuru Catarina Paraguaçú

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ilha_de_itaparica

14 Responses to “História”

  1. lucia vilela says:

    adorei a historia da ilha de itaparica. pq em primeiro lugar , eu amo a ilha de paixão.quando me aposentar vou morar em barra grande, na qual ja passei varios veraneios la.vou construir uma casa , agora vou terminar de ler mais coisas sobre a ilha.abraços

  2. INEZ M ITAPARICA MOTA says:

    Meu nome é INEZ ITAPARICA, sou descendente de CATARINA PARAGUAÇU ,meu avô materno, MANOEL FRANCISCO ITAPARICA era bisneto de AFRA ITAPARICA filha de CATARINA PARAGUAÇU. Sinto-me bem feliz em ser uma brasileira legítima, que ama sua terra com todas as suas belezas e peculiaridades. Enfim, amo meu Brasil e minha Bahia.

  3. neno says:

    Gostei da historia da ilha de itaparica ,e guardo a ilha no meu coração deixo uma poesia dedicada á ilha , JA VIAGEI O MUNDO INTEIRO NUNCA ENCONTREI UMA ILHA ASSIM , NÃO SEI SE MORO NELA , OU ELA MORA EM MIN , ILHA DE ITAPARICA EU TI AMO.

  4. Mirtes Sales says:

    Itaparica ainda não te vi pelos meus olhos… apenas o fiz pelos de Ubaldo!
    Poderia ter escolhido para visitar qualquer lugar habitável desse planeta, mas, escolhi voce…
    Dia 05.01 estarei chegando minha cara e a alegria é gigante!!!

  5. Sophia Mangueira says:

    Sophia 3a anos:
    Mar, Mato, Passarinho e Sapo são as coisas que mais me impressionam nesse mundo. Estarei chegando nos próximos dias a Itaparica e espero encontrá-las…

  6. marcelo messias dias says:

    sou nativo agradeço a Deus todos os dias por ter nascido nesse lugar maravilhoso de pessoas honestas e trabalhadoras,para mim a oitava maravilha do mundo, obrigado senhor.

  7. márcia da silva carneiro says:

    tive a oportunidade de curtir algumas férias neste lugar maravilhoso e fiquei encantada com a beleza deste paraíso. leia sobre a historia da ilha que tenho certeza que voce naõ vai resistir e irá visita-lá.

  8. Anderson says:

    Desde de meus 10 anos veraneio na ilha!!Assim a mesma e conhecida e chamada pelos baianosçComo se fosse a unica!!
    Ela faz parte de minha historia.

  9. Magali Machado says:

    Itaparica, desejo conhecê-la antes de partir para o andar de cima. Terra dos meus Antepassados, minha avó paterna chama-se ROSA ITAPARICA DOS SANTOS, uma legítima baiana (INDIA), da qual me orgulho carregar o seu sangue.
    AMO ITAPARICA, E SINTO COMO SE TODA MINHA VIDA EU VIVI AI, PISANDO NESSA TERRA ABENÇOADA POR DEUS.
    MUITO OBRIGADA.

  10. VERA BACELAR says:

    AMO A ILHA DE ITAPARICA PQ VIVE A MINHA INFANCIA NELA E MEU PAI MILTON PACHECO BACELAR AMAVA PESCAR E FOMOS MUITO FELIZES. ITAPARICA JAMIS TE ESQUECEREI.

  11. Lopes says:

    Eu lamento muito a nossa colonização, os caras chegaram ao Brasil e detruiram nossas riquezas e ainda achamos a história muito linda. Seria lindo se na época não houvesse tanta desgraça.

    Não suporto a história da colonização do Brasil.
    Amo meu País, salve o Brasil livre.

  12. carla says:

    Que lindo pode ler essa história, su dscendente Catarina Paraguassu tb, prima de Ines e filha de Gemma Itaparica. Lembo-me queuma vez minha filha tinha que fazer um atividade da escola e a árvore genealogica iniciou do chefe da tribo tupinambá, ai veio Catarina e etc….a professor acho, não sei pq duvidou, mas td bem sou de raiz, legítima……accffahel@hotmail.com

  13. loia says:

    oi
    eu tenho 11 anos tou querendo fussssss

  14. Elder says:

    Estou para ir passar as ferias em Itaparica, vou ler o que está escrito aqui pra ter uma ideia do que é essa ilha.

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